sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ai que saudade!!!

Como explicar um sentimento que brota do seu peito e você não sabe de onde vem e quando se vai???
Sentir saudade de uma situação que não aconteceu, que gostaria que acontecesse  e na sua cabeça toma uma dimensão que não consegue mais controlar... Sentir saudade de algo que não viveu, mas que você consegue sentir o cheiro, o gosto e  imaginar cenários, situações... sentir saudade de um toque que não sentiu, arrepiar-se com ele e desejá-lo cada vez mais... sentir saudade de um lugar que ainda não visitou, mas que a brisa e o perfume ficaram em sua memória... sentir saudade de um beijo que não aconteceu, mas que faz você fechar os olhos e lembrar dele como se tivesse acontecido ontem... sentir saudade do olhar que não foi trocado ou do amor que não foi correspondido... sentir saudade da palavra que não foi pronunciada, mas que ecoa como um sino fazendo parte, recente, das suas lembranças... sentir saudade de tudo que poderia ter sido e não foi. Como explicar este sentimento? 
Saudade!! Sentimento sentido, doído e não compreendido. Ele rasga seu coração, consome suas energias, desespera, machuca. 
Escritores e poetas já falaram sobre o tema, mas acredito que ainda não foi exaurido e muitos ainda falarão. Acredito que a intensidade deste sentimento é capaz de despertar outros tantos. Chico Buarque magnificamente descreve a saudade em sua música "Pedaço de Mim" e até então, ainda não havia encontrado nada tão forte e que me dizia tanto, quanto a letra desta música. Recentemente, lendo "A ausência que seremos", de Héctor Abad, encontrei outra forma de descrever este sentimento que não posso deixar de compartilhar: " A felicidade é feita de uma substância tão leve que facilmente se dissolve na memória, e quando volta à lembrança vem junto com um sentimento meloso que a contamina e que eu sempre refuguei, por inútil, enjoativo e, em última instância, prejudicial para viver o presente: a saudade."
Depois do que foi dito por Héctor Abad sobre a saudade, não há necessidade de se dizer mais nada. Até, quem sabe, bater uma saudade... não sei de quem, de quê ou de onde...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Aceita???

No trajeto para o trabalho e ouvindo a música "Presentes" comecei a divagar. Pensei quais seriam os presentes adequados a você, minha pequena. Aqui estão alguns, veja se os receberia e se acertei nas escolhas.
Provavelmente, em primeiro lugar daria o tempo. Aquele suficiente para que conseguisse realizar todos os seus sonhos. Talvez fosse longo, afinal, exigiria perfeição na realização de todos eles e tudo feito assim precisa de um tempo maior.
Daria também o cosmos. Certamente, descobriria os mistérios que envolvem a existência humana. Acredito que encontraria as respostas que rondam seu imaginário.
Presentearia você com a essência mais rara, quiçá única. Assim, teria o seu cheiro disseminado e perpetuado, perfumando seus caminhos, tornando-os únicos e inesquecíveis como sua presença.
Daria o segredo do chocolate mais puro. Com ele seus momentos de ansiedade, dúvida e até mesmo tristeza seriam adocicados com o sabor mais prazeroso e que lhe faz tão bem.
Pensei em lhe oferecer ainda acesso a todos os livros e músicas. Assim sua vida seria poesia com a trilha sonora apropriada a cada momento vivido.
Por fim, se me fosse permitido, lhe daria o convívio perpétuo com as pessoas que mais ama. Com isto, creio, seria feliz em toda sua caminhada. Acabaria tirando proveito do seu presente, pois teria a felicidade de tê-la, para sempre, ao meu lado, caminhando juntas. Amo você!!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Olhar olhando...

Aprendi quando pequena que os olhos dizem muito. Meu pai e, principalmente minha mãe, conversavam com os olhos e nós, meus irmãos e eu, sabíamos até onde chegar dependendo do olhar que nos era direcionado. Acho que todos concordam que existem formas e formas de olhar...
O olhar de desdém... ah, esse ninguém merece!! Quando percebo tenho vontade de chegar na pessoa e perguntar: fiz alguma coisa para me olhar assim? Mesmo sabendo que a pessoa não o olhou deliberadamente. Tem aquele que parece dizer: "Ei quem é você e o quê faz aqui", será porque existem pessoas que acreditam ser melhor que outras? Embora, confesso, dependendo da situação e da pessoa, passo uma olhada dessas,  rsrs...  Existe ainda o olhar furioso, o cansado, o desiludido, o desconfiado, e aquele que parece que a pessoa vai te engolir, não é mesmo? Assim, ela quer contar alguma coisa, mas ao invés de chamar e levar você para algum lugar onde pode dizer o desejado, não. Ela fica olhando e olhando... quase engole você e não diz o que é. E o olhar triste? Nossa! Esse dá vontade de ficar triste também, não é? Por vezes, melhor dizendo, sempre observo as pessoas que passam por mim. Sejam conhecidas ou não. Gosto de fazê-lo. Quando faço minha caminhada pela manhã, procuro reforçar esse hábito, pois acredito ser bastante útil observar quem nos cerca. E, nestas observações, encontro pessoas que logo pela manhã contam com os olhos suas infelicidades, angústias e tristezas. Tenho vontade de pedir a pessoa para desabafar e contar suas tristezas para vê-la melhor. Afinal, se você encontra uma pessoa logo cedo, com um olhar triste, certamente, ela precisa muito desabafar.  Podemos falar ainda do olhar perdido. Perdido para quem vê, pois aquele que tem o olhar perdido, provavelmente encontrou alguma coisa em algum lugar, não é?
São tantas as maneiras de olhar e tantas são as interpretações que poderia ficar aqui, descrevendo e traduzindo formas de linguagem ditas com os olhos quase que eternamente. Minha filha afirma que tenho um olhar que mata. Claro que não é sempre. Ela diz que é tão profundo que mete medo!!! Bem, a intensidade não é proposital, creio que acontece quando já estou no limite.
Agora, não podemos mesmo  é  deixar de falar do olhar que consegue penetrar sua alma... que você sente como se fosse a única pessoa do universo. Aquela olhada que nada é preciso ser dito. Basta. Tira o folêgo, faz com que tudo tenha sentido no mundo e que você sinta tudo que existe no mundo. Creio que todos já estiveram diante desse olhar a que me refiro. Ele acontece de uma forma inesperada mas que tira você do centro. Ele acontece. Inesperadamente, quando percebe acaba gostando e você corresponde. Dá aquela olhadinha rápida, como se dissesse: "não, só estou olhando porque você me olhou..." e depois, disfarça, vira e com o "rabinho do olho" olha novamente. Esta brincadeira cria uma expectativa absurda! A aproximação é desejada, mas a troca de olhares é tão prazerosa que, esquecemos do mundo e continuamos naquele jogo interminável. E quando existe essa cumplicidade no olhar tudo já está definido. É preciso chegar perto. Confirmar. Traduzir o que os olhos adiantaram e simplesmente partilhar as emoções vividas naqueles instantes primeiros.
Afinal, se foi cantado e dito em versos por poetas e músicos, o olhar deve ter seu lugar de destaque na linguagem humana. Cultivemos essa expressão.

domingo, 9 de outubro de 2011

De frente com o passado...

Um dia a menina que crescia livre, segura de si, valente e decidida olhou nos olhos de um homem feito e sentiu seu coração tremer. Aquele sentimento era novidade. Havia sentido muitos outros. Desafios constantes faziam parte de sua infância. Primeiramente, por disputar com a primogênita o espaço do coração e atenção do pai e depois, pela própria personalidade que era geniosa. Sempre encarou os desafios e por mais medo que sentia, não deixava transparecer e criou-se o estereótipo da menina louca, que nada temia. Entretanto, os olhares aos se cruzarem fizeram-na descobrir um sentimento novo, que não podia dominar. Ela conhecia o amor. E este sentimento vinha acompanhado de muitos obstáculos. Ora, ela era apenas uma menina. No auge de seus 11 anos, sua vida resumia-se a escola, brincadeiras e muitas teimosias. Ali, se deparara com alguma coisa que povoava sua cabeça todo o tempo.
Ele era um rapaz comum. De origem humilde, veio apenas como ajudante e sua passagem seria breve. Um homem nos seus 25 anos mais ou menos, era simplesmente impossível pensar em qualquer envolvimento com uma criança. Era proíbido. Mesmo assim, ficou difícil conter algo que viria do coração, de um sentimento nobre e profundo e que ficaria na classificação do platônico. Esta foi a única forma daquele amor acontecer. Distantes, cidades diferentes, correspondências trocadas sigilosamente, aquele amor cresceu e se fortaleceu.
Um dia, para a felicidade daquela menina soube da notícia da mudança dele para sua cidade. Seu coração não se conteve de tanta felicidade. Sabia que, mais próximos e com o tempo passando alguma coisa poderia acontecer, modificar-se. Ele veio e passou a frequentar sua casa e todo sábado, por volta das nove da manhã seu coração não cabia dentro do peito. Ele sempre chegava nesta hora. Para a menina era a hora mais feliz do mundo. Ali tudo era possível, tudo era doce e nada poderia amedrontá-la. Passavam o dia juntos e entre olhares trocavam juras de amor eterno. A certeza dos sentimentos de ambos era como ter certeza que o céu não sairia do lugar e que o mundo existia. Continuava proibido, mas a criatividade sempre os aproximava. Assistiam tv sentados próximos e com os braços cruzados pegavam um na mão do outro, com todo o segredo que cercam os apaixonados. Aquela era melhor sensação que esta menina poderia experimentar no mundo. Ele, quando se aproximava dela, o coração batia tão forte que sobre a camisa percebia-se o movimento descompassado daquele amor proibido. O tempo continuou passando, o sentimento absorvendo e a vontade de crescer da menina era imensa. Queria poder viver para sempre ao lado da pessoa que significava a vida pra ela.
Um dia aquela menina soube da notícia mais triste de sua vida. Todas as promessas escritas, trocadas nos olhares e confirmadas nos entrelaçados das mãos viraram pó quando soube do casamento dele com uma outra mulher. Outra nem tanto, pois ela ainda era uma criança. Naquele tempo era-se criança por mais tempo que hoje. Com a notícia, o mundo perdeu a côr. E a partir daí, prometeu odiá-lo enquanto vivesse. Para sua surpresa, quando voltou da sua lua-de-mel, encontraram-se ocasionalmente e ele disse nunca ter esquecido dela. Disse que ao chegar em casa, via seu rosto em todos os lugares inclusive no rosto daquela que havia escolhido para casar. Intimamente ela amou saber disto, porém declarou guerra e disse que jamais o perdoaria. Ele voltou a frequentar sua casa como antes do casamento. Todos os sábados, por volta das nove da manhã ele chegava e ali passava todo o dia. Sempre sozinho, só retornava ao lar por volta das seis da tarde. Aquele continuava sendo o dia mais feliz da menina que insistia em esconder tamanha felicidade. Na inocência da idade, fazia desenhos com figuras de  monstros, pintados de negro e fazia o pequeno irmão levar e entregar a ele. Ali dizia em letras garrafais e bem escuras que ele era o diabo e que o odiava. Por trás daqueles desenhos, ela gostaria mesmo de dizer o quanto ainda o amava e que faria tudo para que o casamento não tivesse ocorrido. Sabia que nada podia ser feito. Tinha guardado apenas as lembranças dos pequenos momentos de toques, um beijo roubado e muita saudade de algo que não havia vivido e não compreendia. A situação permaneceu anos a fio...
Um dia esta menina cresceu. Com ela o amadurecimento e sempre a presença daquele homem. Os sentimentos se misturavam agora, pois queria namorar, amar e casar também um dia. Sem muitas explicações, talvez por ter amado primeiramente um homem bem mais velho, sua preferência se confirmou e sempre encontrava encantamento em homens maduros e mais velhos que ela. Aquele homem enciumado, sem disfarces manifestava toda sua indignação e passava a criticar todos os seus relacionamentos. Não aceitava o fato de ter que dividi-la com outro já que não poderia mais oferecer exclusividade. Ele sempre com a frequência dos sábados e ela sempre na esperança de um dia tê-lo para sempre. O tempo passando, o amor permanecendo e o curso da vida desenhando os destinos sem que pudessem fazer muita coisa. Beijos roubados, juras interrompidas, certezas incertas.
Um dia ele decidido prometeu que iria se separar e viveria com ela. Combinaram de juntos ir a cidade natal dele e lá ela terminaria um romance com o homem que mais tarde tornaria seu marido. Talvez, a felicidade que seu coração sentia só havia acontecido quando ele pela primeira vez lhe roubara um beijo numa praça depois de um charminho que fizera colocando-a no colo. Com a esperança renovada, o dia daquele sim demorara demais. Foi sozinha para cidade, decidida ao rompimento mesmo sem a presença dele.
Naquele dia, um dia... o mundo simplesmente desapareceu. Recebera a notícia de que ele havia morrido. Ela não sabia que sentimento vinha primeiro. Parecia história de novela. Não acreditou naquilo e ficou suspensa, envolta às lembranças e promessas. Não quis aceitar o fato de mais uma vez não realizar seus planos. Não aceitava a recusa dele mais uma vez em não  levá-la . Procurou então guardar tudo. Como se seu coração possuísse uma gavetinha. Ali ela trancou tudo. Vez ou outra abria a gavetinha e revivia cada minutinho de amor e saudade.
Um dia, a gavetinha se abriu sozinha. Foi revisitada por ele em forma de presente, mas com a sensação de passado. Um irmão, conseguiu encontrá-la e começaram então a rememorar tudo que se passou. Até agora, não se encontraram, mas a possibilidade é bem consistente e acontecerá mais dia menos dia. Essa menina hoje mulher, viu a gavetinha aberta e agora acredita que é chegada a hora de fechá-la definitivamente. Não será um adeus, pois um amor assim jamais cairá no esquecimento. Ela simplesmente acredita que conseguirá perdoá-lo por mais uma promessa quebrada, e que naquele momento, a escolha não fora dele e que aonde quer que esteja sabe que ainda viverão a história começada e não acabada. Ela precisa ficar diante desta história para transformá-la numa história e não num passado mau resolvido.
Um dia, quando esse reencontro acontecer,  ela conseguirá colocar um ponto final, finalmente!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

...de um povo heróico o brado retumbante...

É incrível como os brasileiros são apegados ao futebol (não me incluo nesta afirmação, pois não sou torcedora) e, especificamente, na seleção brasileira. O jogo desta quarta-feira - 28/09 mostrou o lado mais patriota e emocionante dos presentes, poucas vezes visto em nosso país. A manifestação de apreço, admiração e respeito pela pátria ao entoarem em uníssono o hino nacional trouxe a certeza de que unidos podemos mais.
Por que não nos unirmos assim contra a corrupção, os desmandos e a violência aos quais estamos submetidos diariamente? Por que em uma só voz não exigimos para  estes "homens públicos" que aí estão, a responsabilidade dos crimes que cometem contra a administração pública, contra nosso dinheiro e contra nossos direitos? Por que admitimos a complacência do judiciário, a morosidade das leis, ou melhor, do cumprimento delas? Por que aceitamos com tanta facilidade as desculpas que  esses homens públicos nos oferecem quando negligenciam os atendimentos mais básicos como saneamento, educação e saúde? Por que não cantamos em uma única voz nos movimentos que, começam a surgir contra a corrupção, contra os interesses escusos da grande maioria dos parlamentares que lotam as assembleias, palácios e congresso?
É contraditório assistir os inúmeros "replays" da torcida cantando entusiasticamente o hino e, em seguida, ouvir o repórter do mesmo jornal narrar a saga de um cidadão percorrendo hospitais sem atendimento a caminho do óbito. É contraditório ouvir os repórteres entusiasticamente elogiando o trabalho da equipe e, em seguida com a voz perfeitamente natural,  noticiar que bairros, prédios e cidadãos brasileiros podem explodir a qualquer momento, por causa do gás que vem do subsolo de aterros sanitários que foram menosprezados pelas construtoras e seus engenheiros sem o menor cuidado (apostando, claro, na impunidade e certeza de que nada aconteceria a eles) e, pior ainda, sabendo da besteira feita, continuam de braços cruzados. É contraditório ver a notícia de que o Presidente do STF pediu explicações a uma promotora por suas declarações sobre os juízes corruptos e, em seguida tomar conhecimento de que o TSE (órgão máximo no que diz respeito ao processo eleitoral) aprovar a criação de um partido que nasceu das assinaturas de eleitores já mortos e outros tantos que tiveram suas assinaturas falsificadas.
"Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte."
Precisamos começar a honrar a letra desse hino!!!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Até Quando?!

Todos os dias me pergunto: vou morrer tendo que lutar pelos meus direitos, sempre? Direitos básicos, que deveriam ser respeitados, mas que não são de forma alguma. Estou cansando desta batalha diária. Embora não queira deixar meu descrédito de herança para minha filha, começo a acreditar que as pessoas estão ultrapassando todos os limites do bom senso, da honra, dos valores morais.
Precisei entrar na justiça contra uma determinada empresa que é intermediária na contratação de planos de saúde. Preciso reclamar minha conta telefônica, o serviço que não foi prestado com eficiência, preciso reclamar, reclamar, brigar, brigar... até quando?! Hoje mais uma vez me senti usurpada do meu direito por uma cobrança indevida, que vem de pessoas, que em tese, possuem orientação jurídica. Sabem que praticam a ilegalidade, no entanto, a praticam como se nada estivesse acontecendo.
Quando Legião Urbana cantou "Que país é este?" não falou só como desabafo de menino rebelde. Falou de tudo que passamos, nosso cotidiano desrespeitado, nossa cidadania roubada. Como acreditar no país do futuro, da copa, do desenvolvimento, se as pessoas não procuram mudar esta história? Como pretender um governo sério, sem corrupção, cumpridor de seus deveres, se as pessoas que habitam este país são as primeiras a não cumpri-los?
Participei da marcha contra a corrupção no dia 7 de setembro. Fiquei orgulhosa de ser acompanhada por minha filha. Entretanto, todas as vezes que preciso me indispor com alguém, com alguma empresa, tentando mostrar que fiz tudo certo, que meu direito é meu e de mais ninguém, volto a me questionar se valeu tudo que ensinei e continuo ensinando a ela. Se naquele dia, as pessoas que ali pediam por um país sério se incluiam nos deveres de fazer um país sério. Se o sol, a sede, o cansanço resultaram na mudança interna daqueles que ali estavam e que  construirão um país de verdade, sem as exceções e os "jeitinhos" que expropriam nossa dignidade? Será que vou presenciar a educação de um neto ou sobrinho-neto lendo nos livros de história (nos livros talvez não, mas nos tablets, nets, laps...) que estas coisas aconteram e não mais acontecem? Em minhas lembranças estarei orgulhosa de mim e dos meus atos, consciente que tudo foi bem questionado e merecido. A sensação de vazio foi dissipada pelo tempo e que os cidadãos merecem o título pelo seu esforço e dignidade. Que não haverá corrupção nas primeiras páginas dos jornais, mas numa nota, bem escondida, como de fato deve ser devido a carga vergonhosa que tal notícia traz. Pois corromper e ser corrompido não deveria ser destaque na mídia. Que a mãe quando enviar seus filhos para a escola, terá a certeza que eles receberão uma educação de qualidade, sua merenda como deve ser e o professor com o orgulho de ser o iniciador de uma vida de prosperidade. Que doentes receberão por parte dos profissionais de saúde e do governo o tratamento devido, sem favor, sem caridade e sim com o respeito assegurado. Que nossos policiais serão vistos como aliados e não com medo. Que a fome será saciada com o suor do trabalho, e não com a misericórdia do particular ou do governante. E assim, ficaria aqui, listando inúmeros sonhos que gostaria de ver realizados. Sonhos palpáveis. Sonhos transformados em realidade. Hoje mesmo disse a uma pessoa que bastavam honrar os juramentos feitos nas Universidades quando formados que, provavelmente, o nosso país fosse melhor.
Espero, sinceramente, não desistir.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Explicações...

Estou afastada, e há um tempinho não escrevo nada. As circunstâncias quebraram meu rítmo. Há duas semanas não tenho sôssego. Todos os dias tenho que matar um leão!!! Sinceramente, espero continuar as postagens neste fim de semana...
É mesmo só para explicar meu sumiço. Estarei de volta. Em breve.

domingo, 14 de agosto de 2011

Presente...

Como deixar de registrar o explendor da lua desta noite?
Um presente da natureza, de Deus!
Ofereço este luar aos pais. Que a luz proporcionada por ele possa orientar nessa difícil missão de educar seus filhos.
Mesmo admirando todas as fases, todos os dias deveriam ser de lua cheia!!!

Haja repertório!!!!

Para quem mora em centros urbanos existem diferentes formas de se acordar. O trânsito é uma das mais comuns, pois além do barulho próprio dos carros, frenagens, buzinas, batidas, bombeiros, polícia, ambulâncias... nossa, são tantos!!! Temos ainda o movimento das pessoas, vozes, gritos... já perceberam que ouvimos, algumas vezes, ao longe, o barulho de fogos de artifício - sem nenhuma comemoração aparente?  E ainda os trabalhadores que exercem suas atividades nas ruas como os garis (sobre isto quero escrever depois, um texto particular), entre outros. Porém, acho que seja privilégio de poucos, temos os sons da natureza. Ela se manifesta de várias formas e dentre elas os seus habitantes mais graciosos e livres - os Pássaros! Hoje, domingo, acordei por volta das 6h da manhã com a algazarra deles. A movimentação era bem escandalosa para ser um domingo tão cedo. Não sei bem se eles comemoravam o dia dos pais, talvez, não sei se reclamavam a escassez dos alimentos devido o inverno ou se preparavam para o fim dele, pode ser ainda a secura de Brasília, que nos impõe um sacrifício extra em viver nesta linda cidade, com clima desértico. Provavelmente, reclamavam também do ar sujo e poluído que oferecemos a eles em troca da beleza que nos proporcionam... e, ainda, podiam reclamar a frequente movimentação dos pais saindo para encontrar o café da manhã...
todos podem ser motivos reais, mas o importante era mesmo ouvir tantos cantos, com entonações das notas que me pareceu lamento, felicidade, contentamento, fome e saudade. Nossa, como cantavam!!!
Acordei. Num primeiro momento, até fiquei meio chateada por estar acordando tão cedo, mas depois percebi que nem todos podem acordar com um coral tão especial e afinado. Presente divino, não sei... A única certeza que tenho é que sou privilegiada em ter como despertador "o canto de pássaros" naturalmente e não como uma gravação em qualquer eletrônico vendido por aí... sou obrigada a passar um domingo em paz e harmonia, pois assim o meu dia começou!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

"Envelhecimento com qualidade 2"

Voltando ao desabafo anterior... "Envelhecimento com qualidade" vários assuntos podem ser discutidos e observados, creio. Falando do tópico alimentação, nutrição. Realmente voltamos ao passado. Lembro-me de minha avó colhendo couve, maracujá, ervas diversas em sua horta particular. Os vizinhos compravam dela, pois era mais cômodo (não se discutia "saúde"). Lembro-me ainda, da minha mãe na feira, duas sacolas e um carregador menino (ainda não era exploração de menor- nem a sacola tentativa de proteger o meio ambiente - era a única possibilidade) escolhendo verduras, frutas, legumes, flores sem pressa, sem filas, provando e sem a menor preocupação com o envenenamento do que comprava. Lembro-me que quando tinha vontade de comer uma fruta qualquer não precisava de hora ou regra, ou mesmo, qual o tipo de fruta se A ou B... comia-se. E hoje??
Bem, a mídia, os nutricionistas, nutrólogos, ambientalistas e outros tantos "istas" nos aconselham... sempre com o argumento da velhice com qualidade, que devemos cuidar da nossa alimentação e, principalmente, da qualidade dela. Dia desses vi um "chef", famoso, dizendo que precisamos declarar nosso amor ao alimento no momento que o preparamos... "carne eu te amo" - já ouviram isto?? Sempre soube que cozinhar é um ato de amor. Ir para a cozinha com raiva, mágoa, doente (pelo menos penso e acredito nisto - e cozinho ) é péssimo. O que se faz não fica bom, é aquela história mesmo de energia. Creio que não seja necessário declarar amor ao alimento, embora devamos  respeitar o jeito dele, não é mesmo? Temos ainda as explicações dos nutricionistas e nutrólogos com a divisão das frutas, verduras, legumes em A e B. Não se come a fruta A em determinado horário, ou a fruta B. Pode comer uma grande quantia de tal legume e de outro muito pouco... (ciência, estudo, pesquisa - concordo? Será?) até bem pouco tempo comer vegetais era bom de qualquer maneira - claro, que havia alguns mitos, como comer manga com leite, etc). Temos ainda o problema do agrotóxico. Fiquei sabendo nesta semana que o mamão papaya é um dos alimentos que mais absorvem o tal do agrotóxico. Pimentão, tomate, morango também encabeçam a lista de alimentos envenenados. Certa vez, fazendo uma entrevista com um professor da Universidade Federal de Uberlândia para um programa da rádio em que trabalhava, ele me disse que a batata e a cenoura estavam super contaminadas. Legal agora é o "orgânico" - ou seja, a hortinha da vovó que seria o ideal. Inclusive já estão ensinando a plantar uma horta até mesmo em garrafas pet! Assim, protegemos a natureza e a nós mesmos não é? Também com o preço dos "orgânicos" não vejo outra possibilidade. Embora, uma outra vez, um nutricionista disse que é melhor comer vegetais com agrotóxico do que não comê-los. Fico perdida com tanta informação. Não sei se tenho medo ou se me cuido. Tem hora pra tudo, porção pra tudo, qualidade, quantidade, côr, tamanho, hora que foi plantado ou colhido, como é ou foi o armazenamento do alimento, quantas vezes foi e voltou, se congelou ou não - se descongelou ou não, o alimento é funcional ou não é... e por aí vai. Voltar ao passado parece ser mesmo a saída que encontramos para nos manter vivos. Quanto a envelhecer com qualidade... nem tanto, já que tantas preocupações e cuidados acabam nos estressando e nos deixando culpados por não cuidarmos bem de nós e de nossos filhos. Os nossos filhos já nos cobram um estilo de vida diferente e só não entendem que nossos salários continuam os mesmos. Neles não cabem tanta diferença, aliás, já disse anteriormente que estou começando na fase de escolha entre o plano de saúde e os remédios ou a alimentação adequada, o laser, a academia, os cursos, etc,etc.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Envelhecimento com qualidade... será???

Quando Aldous Huxley escreveu o livro "Admirável Mundo Novo" certamente não tinha tanta certeza do futuro e como as pessoas o receberiam. Algum tempo atrás (já tem um tempinho...) quando li, era apenas um livro de ficção e na minha inocência não acreditava ser possível tantas "maluquices". Na época, gostei mais do livro sobre um índio, um cara e suas experiências alucinógenas... maconha era um "papo cabeça" e encantava as pessoas desejosas em sair da mesmice. Pois bem, sempre que um fato novo, uma notícia científica era divulgada lembrava-me do Admirável Mundo Novo...
Aqui estou, depois de um bom tempo e o livro continua fazendo parte das minhas indagações e dúvidas quanto ao futuro. Tenho discutido muito com as pessoas amigas, com quem converso e coloco minhas questões. Todos (não é exagero, é verdade - todos) consideram-me maluca ou então depressiva e até outros adjetivos mais, pela única razão de defender a vida por um tempo determinado. Não comungo com as pessoas de que viver até os 100 ou 150 anos é uma boa. Não penso assim. Não vou me matar, não quero me matar e tenho tentado cuidar de mim dentro das minhas possibilidades. Porém, não vejo com bons olhos perpetuar-me . Sinto a ação do tempo. Por mais que deseje fazer determinadas coisas não consigo mais (isto me faz lembrar do meu ex. Diz ele que sua mãe, minha sogra, achava ruim a cabeça querer uma coisa e o corpo não conseguir executar) hoje, entendo e concordo veemente com a posição dela. A máquina humana, como todas as outras coisas no mundo, possui tempo de válidade. Ficar prolongando esse tempo, para mim, é prolongar expectativas que não acontecerão. Isto é errado? Não creio.
Neste domingo, na Tv Bandeirantes, assistindo ao Programa Livre ouvia dois médicos dissertando sobre envelhecer com qualidade e fiquei me perguntando em que país eles moravam. O primeiro então,  falava de substituições de partes do corpo com tanta simplicidade! Hoje, irei ao supermercado comprar um joelho, uma bacia, um coração...embora não tenha dito desta forma, claro.  Entendo tudo que disse. Entendo que a medicina avançou o suficiente para repor peças danificadas do nosso corpo. Entendo que existem tratamentos extraordinários, mas qual é a parcela da população brasileira, quiçá mundial, que poderá usufruir das beneces médicas atuais e futuras? Entendo a necessidade da boa alimentação, do exercício físico e principalmente da paz de espírito necessários ao envelhecimento de qualidade. Só não compreendo como estabelecer isto como prioridade na vida das pessoas "normais" que precisam trabalhar para comer arroz, feijão e farinha? Neste mundo ideal dos médicos e terapeutas um número ínfimo de pessoas podem adotar tais comportamentos. Infelizmente, gostaria muito de pensar de outra forma. Precisamos acordar e lembrar que uma grande parte da nossa população não tem nem mesmo saneamento básico. No país ainda se morre com dengue, desnutrição e tantas outras causas inadimissíveis para esta admirável medicina moderna. A fome no mundo é absurda e um absurdo.
Quando vejo, principalmente a mídia, colocando o mundo mágico e maravilhoso da medicina e seus avanços relaciono aos programas de transformação que várias tv's abertas insistem em colocar. Pegam uma dona de casa, que não pode nem mesmo fazer a unha todas as semanas, cortam (um senhor corte...) o cabelo e pintam como se pudesse frequentar o salão todos os dias como fazem as celebridades, levam-na a uma loja para comprar roupas que jamais poderá comprar novamente (não estou depreciando a capacidade de ninguém, pelo amor de Deus!), compram sapatos de saltos altíssimos para essa pobre dona de casa,sendo que  muitas das vezes nem asfalto na rua onde mora tem e... bem, por aí vai o desfile de transformações. Alguém voltou para ver como ficaram essas mulheres depois de quatro ou seis meses? Viram a realidade desta mulher? Gosto de ver também como a realidade definitivamente não faz parte do mundo ideal de alguns profissionais. E as reformas nas casas das pessoas??!!!! Já viram como ficam parecendo cenário de novelas??? Será que um desses arquitetos e decoradores se lembram de que naquela casa fritam bifes, cozinham normalmente, lavam e passam, crianças sobem e descem nas poltronas (quando tem - e nunca podem ser brancas - cor preferida deles, arquitetos e decoradores) ou seja, não comem nos restaurantes, não lavam suas roupas em lavanderias, não possuem salas de dois, três, quatro ambientes e quando recebem uma visita só tem um lugar para oferecer? O fundamento disto tudo tem um nome, sabemos. Contudo, não vou entrar nesse tema, pelo menos agora.
Minha preocupação está na propaganda da medicina e seus milagres. No desvio de foco que podem causar. Sei das necessidades das pesquisas, da informação. Particularmente, não acho nada agradável passar minha "velhice com qualidade" nas farmácias, nos consultórios e me privando de algumas coisas para conseguir pagar meu plano de saúde. Também sei que não usufruirei das articulações, dos transplantes e plásticas, pois, minha condição financeira não me permite. Assim sendo, como explicar para grande maioria que existe uma possibilidade mas que ela é pobre demais para merecê-la? ... bem vou ficar por aqui e volto no próximo para dar continuidade a estas interrogações... são muitas e preciso desabafar!!!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"Puxadinho Legal"

Gostaria de falar tudo que penso para o nosso querido governador e suas assessorias. Não guardo mais esperanças em relação aos nossos políticos. Provavelmente, se minha filha quiesesse candidatar-se a qualquer cargo público, iria me decepcionar muito e fazer o que fosse possível para tirar tal ideia de sua cabeça. E o pior é saber que não estão nem um pouco preocupados com a opinião de seus eleitores e continuam com o derrame de dinheiro público e com a falta de vergonha na cara.
Vou contar a historinha pois senão terei um enfarte ou enfarto/infarto, como queiram. Moro na 703 norte. Entre casas e prédios... bem moro num prédio até que simpático se não fosse alguns vizinhos, condomínio e o constante aborrecimento com vagas para carros. É conhecido a escassez de vagas e as dificuldades de estacionamento em Brasília. Aqui neste pedaço não é diferente. Situações pitorescas como  a de um mecânico - a kombi dele é a oficina - e durante o dia ele fica estacionado perto da W3 - quando a tarde cai ele vem e aproveitando o segurança do prédio, deixa sua oficina até a próxima manhã. Todos que passam pela comercial também aproveitam as vagas e quando chegamos... dificilmente encontramos onde estacionar. Tem ainda os festejos do Colégio Militar. Gostaria de saber qual a razão de ter que ceder vagas para os pais dos seus alunos, enquanto a área do colégio é imensa. Além das vagas, ainda interditam duas faixas pela manhã e...blá,blá,blá... eles devem ter prioridade mesmo, afinal, são nossa garantia de um país seguro!! Porém o que está me incomodando mais é a casa vizinha, frente ao prédio. O proprietário fez (já é bem antigo e todos por aqui fazem o mesmo) um "puxadinho" aproveitando os metros de espaço público e ali abriu uma garagem. Ele tem a garagem da casa, normal, como todas as outras e ainda, na lateral, uma outra. A garagem lateral, além de ser invasão de terra pública, impede o estacionamento de pelo menos dois carros. O Detran já esteve aqui e multou oito moradores por estacionar nesta "garagem". Ou seja, o Estado compactuando com a ilegalidade. Nosso vizinho tem a prioridade de quatro vagas num espaço público que sofre com a falta delas.
Sinceramente não sei onde vamos parar! Aquela história de culpar governo já deu. Os moradores e cidadãos deveriam ser os primeiros a pensar no outro, no bem estar da coletividade pois fazem parte dela. Não. Aproveitam, desrespeitam a coisa pública, exorbitam, abusam e destroem a cidadania e ainda criticam dos nossos governantes.
Iniciei este desabafo falando da minha falta de esperança nos políticos brasileiros, agora, já não sei se é apenas nos governantes... acredito que estamos regredindo e  em pouco tempo, estaremos como os pré-históricos, matando para sobreviver!
Será??

domingo, 17 de julho de 2011

Gosto de felicidade...

Gosto de felicidade!
Família reunida, elogios para todas as guloseimas servidas... e repentinamente escuta-se: "isto está tão gostoso que tem gosto de felicidade!!
Então... o que será que é o gosto de felicidade?
Comer algo tão gosotoso assim pode ter o gosto de felicidade? Visitar um lugar que não se visita há muito tempo, pode ter o gosto de felicidade? Ser testemunha das gargalhadas de uma criança, tem o gosto de felicidade? Dormir tudo que se precisa e acordar com vontade de voltar a dormir, também pode ter o gosto de felicidade? Rever aquela pessoa querida, que há muito, muito tempo não se via ou então sonhar... sonhar que se está ao lado desta pessoa, tem o gosto de felicidade? Sentir o cheiro de chuva, a brisa num dia de muito calor ou aquele frio que nos faz tremer gostoso querendo estar debaixo do cobertor, tem o gosto de felicidade?
Hoje, para mim, sinto o gosto de felicidade quando me preparo para receber minha filha que está longe em busca da felicidade dela. O gosto de felicidade se materializa ao sentir seu cheirinho quando a tenho em meus braços... trazendo consigo um sorriso que ilumina o mundo. É quando pede por cafuné e pede só mais um pouquinho... e quer a todo custo dormir no meu pertinho... O gosto de felicidade é muito doce ao seu lado quando pede doce feito menino . Tem o gosto de felicidade sua empolgação ao me mostrar seu mais novo "amor" - que pode ser um livro, uma música, uma poesia, um filme, um escritor - e se envaidece porque conhece e ensina, que é a sua sina.
O gosto de felicidade se mostra por diversas formas, maneiras... contudo, minha felicidade está em todos os momentos que passo ao lado do meu maior amor: Raissa, minha filha. Ela não só tem gosto é a síntese da minha felicidade!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A Lua...

Não poderia deixar de registrar a maravilha da lua cheia desta noite!!
Haja coração, desejos e sonhos... virar lobisomem ou estrela, apaixonar-se ou curtir paixão. Seja lá qual for o sentimento desperto, a lua é essencial no vazio da noite e no resplendor do céu.
Um beijo a todos que olham o céu pelo menos uma vez por noite. Um beijo para todos que se esquecem que o céu é tonificante, pois estes, precisam muito mais de beijos.

CG,TC,MP,AG...UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!


É inacreditável como se desculpam e inventam respostas - óbvias diga-se de passagem - para explicar o inexplicável e justificar o injustificável. Falo dos órgãos que se intitulam fiscalizadores, controladores, consultores do governo e que vivem atualmente com o objetivo de nos dar desculpas. Por esta razão inicio vaiando...
Há bastante tempo acompanhamos os diversos escandâlos, falcatruas,e principalmente, a farra com o dinheiro público. Intermináveis obras que não servem para nada ou que só servem para ludibriar o povo brasileiro, serviços públicos precários (para ser bem generosa), corrupção e tantos outros crimes que se fosse enumerar... bem, ficariam entediados.
Pois bem, o mais recente (será?? Todos os dias, horas, surge um... então nem sei mais se realmente é o mais recente) do Ministério dos Transportes, o qual  me deixou perplexa ao ouvir um "bambambam" da CGU dizendo que os aditivos nas licitações são facilitadores para desvios de dinheiro público. Ora, se já sabem disto, se convivem e vivem para identificar e impedir possíveis desvios porque não cumprem o seu papel e impedem tais práticas? Como permitem brechas nas leis que facilitam e respaldam crimes?
Retirado do site da própria CGU "A Controladoria-Geral da União (CGU) é o órgão do Governo Federal responsável por assistir direta e imediatamente ao Presidente da República quanto aos assuntos que, no âmbito do Poder Executivo, sejam relativos à defesa do patrimônio público e ao incremento da transparência da gestão, por meio das atividades de controle interno, auditoria pública, correição, prevenção e combate à corrupção e ouvidoria". Pergunto: isto está sendo cumprido??? Basta ler os últimos exemplares dos jornais que circulam pelo país e nos certificamos da ausência desse controle.
A Constituição de 1988 reafirmou o papel do TCU: " o Tribunal de Contas da União teve a sua jurisdição e competência substancialmente ampliadas. Recebeu poderes para, no auxílio ao Congresso Nacional, exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, à legitimidade e à economicidade e a fiscalização da aplicação das subvenções e da renúncia de receitas. Qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária tem o dever de prestar contas ao TCU", também extraído do site, se perde entre tantos desmandos.
Ainda, com a propaganda e arrogância que lhes cabem, o MPU diz ser de sua alçada: "a defesa da ordem jurídica, ou seja, o Ministério Público deve zelar pela observância e pelo cumprimento da lei. FISCAL DA LEI, atividade interveniente; a defesa do patrimônio nacional, do patrimônio público e social, do patrimônio cultural, do meio ambiente, dos direitos e interesses da coletividade, especialmente das comunidades indígenas, da família, da criança, do adolescente e do idoso. DEFENSOR DO POVO; a defesa dos interesses sociais e individuais indisponíveis." Tenho observado a pouca atuação desse órgão fiscalizador, e que a prática é bem diferente da teoria.
E temos ainda a bendita AGU "A atuação consultiva da Advocacia-Geral da União (AGU) se dá por meio do assessoramento e orientação dos dirigentes do Poder Executivo Federal, de suas autarquias e fundações públicas, para dar segurança jurídica aos atos administrativos que serão por elas praticados, notadamente quanto à materialização das políticas públicas, à viabilização jurídica das licitações e dos contratos e, ainda, na proposição e análise de medidas legislativas (Leis, Medidas Provisórias, Decretos e Resoluções, entre outros) necessárias ao desenvolvimento e aprimoramento do Estado Brasileiro". Parece brincadeira de mau gosto, não acham?
Fico aqui e me pergunto todos os dias até onde iremos, até quando aguentaremos ou não, até que ponto podemos nos permitir ser enganados, ouvindo tantos desatinos e aceitando tudo com tanta passividade?! Ouvindo sempre as mesmas coisas, as mesmas barganhas; testemunhando o cinismo estampado no rosto de cada representante ardiloso do nosso Congresso; compactuando todos os dias com a passividade e omissão do nosso Judiciário e aturando alianças do Executivo com todos estes?
Ou tomamos uma atitude urgentemente, ou nos condenamos ao silêncio, sem o direito de protestos e reclamações. E continuo uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!

domingo, 10 de julho de 2011

O Brasil é o país das novelas e não do futebol!

Ao ouvir esta frase  fiquei mais entristecida ainda. Gostaria de ouvir que o Brasil é  o país da educação, do respeito, da dignidade... mas não, é o país das novelas!!!
O autor dessa frase é o repórter e apresentador Tiago Lifer da Rede Globo. No programa - Central da Copa -  após o jogo da seleção brasileira soltou esta frase: "O Brasil é o país das novelas e não do futebol". Sinceramente, até que gosto da forma como faz do programa uma coisinha mais interessante... aquela história de ficar só mostrando gols e repetindo as entrevistas educativas dos jogadores já não dava mais. Concordam? Então, ele saiu com esta neste sábado,  no final do jogo fatídico da "Nossa Seleção Brasileira". Começei a remoer inúmeros fatos e comportamentos e cheguei a conclusão que realmente somos o país das novelas. Relembrando...
Desde que me entendo por gente, somos o país do futuro. Nossos políticos, coitados, são injustiçados sempre. Embora nós eleitores teimamos em falar das atitudes dos pobres, continuamos votando e dando a eles a oportunidade de pensar mais no futuro - DELES - não é mesmo? A novela chamada Brasil continua com os mesmos capítulos. Os capítulos me parecem repetitivos... educação, moralidade, saúde, segurança, trabalho, casa própria, miséria, samba, carnaval, futebol...  acredito que nós autores deveríamos dar um novo roteiro e uma nova direção a esta novela.
Ainda não sei bem como começar. Não conheço ninguém de expressão (que preencha os requisitos de honestidade, capacidade, entusiasmo, competência e comprometimento, pra mim, ok?) capaz de nos orientar e mostrar que ainda tem jeito - aquele diretor e roteirista de peso, percebem?
 Assisto programas e entrevistas afirmando a capacidade e iniciativa da juventude em mudar o mundo. Como? Vejo (sei também que existem exceções) a grande maioria dos jovens se acabando em drogas e bebidas. Festas que acontecem com a única intenção: ver quem bebe e "come" (acho que me entendem) mais. Para esses jovens não existe diversão se não houver excessos. Noutro dia comentava justamente isto, estamos na era dos excessos. Ou se é gordo demais ou magérrimo, obeso versus anorexico, ou se bebe muito até cair ou não se bebe nada, ou se cultua o corpo ou então não se é belo, ou se é 'nerd" ou então alheio aos estudos, ou se é antenado ou alienado... e por aí vai... parece que o meio termo sumiu.
 Percebo famílias cada vez mais distantes...  Na maioria das vezes quando saio com minha filha e vamos a um restaurante ou uma lanchonete, tomar um sorvete... observo que as  pessoas ali reunidas, na mesma mesa, da mesma família nem se olham. Não trocam uma palavra entre eles (talvez seja porque eu e ela falamos demais, será???), e o silêncio os acompanham até suas casas onde cada um tem o seu "canto" e ali se aprisionam e são solitários. Solidão no sentido exato da palavra.
 Nessa novela os papéis "mocinho e bandido" estão cada vez mais invertidos. Temos os bandidos comuns, os bandidos engravatados, os bandidos-polícia e talvez o pior deles, nossa ética bandida. Teimamos em não admitir, mas temos o nosso lado bandido e parece que ele tem mostrado a cara com muita frequência. A nossa imparcialidade diante das diversas formas de violência presente no nosso dia-a-dia é absurdamente inacreditável!
Hoje tudo é normal, natural... saber que o político rouba é normal... saber que pra se conseguir alguma coisa com mais rapidez... uma propina é normal... furar uma fila... coisa de esperto, mentir na internet ser uma pessoa que não se é... normalíssimo, fechar os olhos para a maldade dos nossos filhos diante dos filhos dos outros... só brincadeira, mandar nossos filhos para a escola transferindo a responsabilidade da educação... mais que normal - obrigação, fazer com que o sexo seja moeda de troca... como é normal!!!  Ou seja, está tudo de pernas pro ar, creio.
Quando Tiago Lifer disse tal frase, se referia ao gosto que o brasileiro tem pelas novelas, e hoje, até mesmo os jogadores confessam gostar e acompanhar quando é possível. Mesmo assim, preferiria ouvi-lo dizendo que o Brasil é o país da cultura, educação, da moralidade.
Ainda tento agarrar-me na esperança de que tudo mudará. Acreditar no país, que sua juventude (dizem que quinhentos aninhos e um pouquinho mais é um menino!) é apenas uma fase. Quando chegar a idade adulta, nós, seu povo, estará maduro o suficiente para fazer tudo diferente. E "pequenos desvios" de comportamento serão sanados e olhados como um passado bem distante. Ah, como quero acreditar!!!

Vou colocar aqui o depoimento e desabafo daquela professora defensora de sua classe, porque pra mim, é uma das atitudes mais dignas e patriota que ouvi e vi nos últimos tempos. Parabéns a ela!!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Direito ou dever??

Bem, como disse, vou colocar minhas impressões do cotidiano, reclamações, sugestões e tudo que me deixa indignada. É bom voltar a escrever, pois as ideias começam a fervilhar na cabeça e assuntos... esses não faltam. Há muito tempo não escrevo para outras pessoas. Dificulta um pouco, mas acredito que em breve pegarei o jeito novamente. Hoje, o que não me falta é tempo...
Vamos parar de lero-lero e seguir, não é?
Todas as manhãs procuro caminhar. É necessário para manter a forma e a saúde. Ah se soubesse disto aos meus vinte anos!!! Não só a saúde física, a mental também. No percurso que faço (acredito que em Brasília toda) os rastros dos pequenos, fofos, lindos cachorrinhos estão por toda a parte. Fico me perguntando: será que se eu pegasse esses cocôs e os espalhassem nas salas dos donos desses bichinhos, eles ficariam satisfeitos, reclamariam, chamariam a polícia... qual seria a reação?Normalmente, ficam segurando a guia, enquanto seu bichinho alivia, como se nada estivesse acontecendo. Tem uns que fazem cara de bobo, outros viram de lado e contemplam o céu - lindo, diga-se de passagem - tem um senhor amante da leitura que não se constrange, lê enquanto o pobrezinho faz suas necessidades. Assim que acabam, o educado proprietário, parente, seja lá como se considera, segue, como se as ruas, calçadas, e jardins fizessem parte do quintal de sua casa! Já ouvi a incrível explicação de que aquele cocô é adubo!! Pôxa, adube suas plantas, jardins ou então dê de presente a um amigo que possui horta ou plantação. O que não dá é para aguentar sujeira e mau cheiro em prol dos preguiçosos. Existe um trecho, a parada preferida desses zelosos "pais" , que para passar, prendo a respiração por causa do mau cheiro... NINGUÉM MERECE!! Seria muito difícil pegar aquele cocô e jogá-lo fora???? Se o próprio dono não gosta de sentir o cheiro e pegar, qual a razão de nos obrigar a pisar, desviar, sentir o mau cheiro e conviver com o lixo exposto produzido pelos bichinhos de estimação (estimação deles, não minha. Nada contra os pobres cachorrinhos!!) nas ruas que andamos?
Se alguém, que esteja lendo este desabafo possuir um bichinho... por favor, imploro, leve um saquinho, recolha o cocô do seu lindo cachorrinho e o jogue no lixo. Consciência faz parte da cidadania.
Percebo que além da sujeira dos pobres bichinhos e dos donos "distraídos" outra coisa também me chama bastante atenção: são as calçadas.
Dia desses ouvi dizer que a conservação delas é de responsabilidade do proprietário do imóvel. Vasculhando meus arquivos encontrei em minhas recordações a rua onde cresci. Primeiro em Minas, BH, e depois em Taguatinga, DF. Lembro-me da movimentação das "donas-de-casa" (nunca fui muito a favor desse termo, afinal, todos que ali moram são donos. Certo?) ou das domésticas varrendo suas calçadas, cuidado do jardim, etc... Havia uma casa vizinha, que a dona precisava da ajuda dos filhos por ser tão grande que quase tomava todo o quarteirão. Naquela época (não é uma época tão longe assim não, viu?) as crianças, inclusive eu, aprendiam a cuidar, ter comprometimento, responsabilidades. Isto não caracterizava trabalho infantil como tantos defendem...isto é outro assunto, e falarei depois, numa outra ocasião. Lembro-me do barulhinho das vassouras. Ali, enquanto varriam cantavam, colocavam as fofocas em dia, lamentavam e se gostavam. Aproximavam-se uns dos outros. Gerando assim amizade e respeito. As calçadas, por volta das nove da manhã já estavam todas varridas, limpas. Os "homens da casa" também participavam (dentro das possibilidades deles rsrss) e as arrumavam , fazendo os devidos reparos nos finais de semana. Assim, a limpeza e a conservação eram de responsabilidade de cada um.
Acho incrível, pois para todos, é muito difícil circular num lugar todo quebrado, sujo, e entulhado de inúmeros objetos decorativos, descartáveis, desnecessários. Então??
Hoje, parece que todos (não vamos generalizar, nem todos, existem alguns que não fazem parte desse universo de acomodados) só esperam pelo governo. Querem que tudo seja resolvido por outro e não por si. Com o argumento dos impostos que pagamos, transferem a boa educação, a noção de higiene, beleza, civilidade para as Secretarias Governamentais. Até quando? Isto tende a piorar? Qual é o exemplo que está sendo passado para os futuros moradores das cidades, ou seja, as crianças? Como esperar por um governo que não consegue atender as expectatvias mais básicas? Quando foi que deixamos de lado nossos ensinamentos?
Lembram-se do Sugismundo? Bem, quem quiser recordar basta entrar no You Tube que encontrará aquelas campanhas educativas. Quem não se lembra ou não conhece bastar procurar por lá. Ninguém queria ser apontado como o Sugismundo e foi, acredito pois era bem pequena, uma campanha favorável e bem aceita. Embora tenha sido vinculada numa época difícil para o nosso país, foi boa para a população em geral. Talvez, se o governo aproveitasse a ideia, investisse mais nas campanhas, nos intervalos e nos programas populares... quem sabe, não é? Isto eu espero do governo.
Aprendi e apliquei na educação de minha filha que a explicação do porquê das coisas ensina mais rápido. O resultado é positivo. No instante que reivindico meus direitos tenho os meus deveres para cumprir.
Acho que fico por aqui... relevem a ansiedade e vontade de falar tudo de uma vez. Vou dosando com o passar do tempo e tentando me conter. Assim, mostro minha indignação e obtenho a aprovação e entendimento de todos vocês.

Aqui está um vídeo do nosso amiguinho Sugismundo!


quinta-feira, 7 de julho de 2011

O princípio: o Verbo

Talvez seja coisa de quem não tem o que fazer, ou seja mesmo apenas um desabafo, ainda vou descobrir aonde vou parar...
Aqui, tentarei registrar todos os dias, minhas indignações, decepções, contrariedades e protestos. Deve haver muitas pessoas no mundo que fazem o mesmo, que tiveram a mesma ideia. Contudo, acredito que pontos de vistas cada um tem os seus...
Peço paciência a quem acessar pela primeira vez, pois ainda estou aprendendo a lidar com essas coisinhas tecnológicas. Peço ainda que aqueles que puderem e quiserem contribuir... sintam-se à vontade e me mandem desabafos, sugestões e novas ideias.
Começar, este é o verbo principal. Sendo assim, aqui estou!!! Começando.