Bem, como disse, vou colocar minhas impressões do cotidiano, reclamações, sugestões e tudo que me deixa indignada. É bom voltar a escrever, pois as ideias começam a fervilhar na cabeça e assuntos... esses não faltam. Há muito tempo não escrevo para outras pessoas. Dificulta um pouco, mas acredito que em breve pegarei o jeito novamente. Hoje, o que não me falta é tempo...
Vamos parar de lero-lero e seguir, não é?
Todas as manhãs procuro caminhar. É necessário para manter a forma e a saúde. Ah se soubesse disto aos meus vinte anos!!! Não só a saúde física, a mental também. No percurso que faço (acredito que em Brasília toda) os rastros dos pequenos, fofos, lindos cachorrinhos estão por toda a parte. Fico me perguntando: será que se eu pegasse esses cocôs e os espalhassem nas salas dos donos desses bichinhos, eles ficariam satisfeitos, reclamariam, chamariam a polícia... qual seria a reação?Normalmente, ficam segurando a guia, enquanto seu bichinho alivia, como se nada estivesse acontecendo. Tem uns que fazem cara de bobo, outros viram de lado e contemplam o céu - lindo, diga-se de passagem - tem um senhor amante da leitura que não se constrange, lê enquanto o pobrezinho faz suas necessidades. Assim que acabam, o educado proprietário, parente, seja lá como se considera, segue, como se as ruas, calçadas, e jardins fizessem parte do quintal de sua casa! Já ouvi a incrível explicação de que aquele cocô é adubo!! Pôxa, adube suas plantas, jardins ou então dê de presente a um amigo que possui horta ou plantação. O que não dá é para aguentar sujeira e mau cheiro em prol dos preguiçosos. Existe um trecho, a parada preferida desses zelosos "pais" , que para passar, prendo a respiração por causa do mau cheiro... NINGUÉM MERECE!! Seria muito difícil pegar aquele cocô e jogá-lo fora???? Se o próprio dono não gosta de sentir o cheiro e pegar, qual a razão de nos obrigar a pisar, desviar, sentir o mau cheiro e conviver com o lixo exposto produzido pelos bichinhos de estimação (estimação deles, não minha. Nada contra os pobres cachorrinhos!!) nas ruas que andamos?
Se alguém, que esteja lendo este desabafo possuir um bichinho... por favor, imploro, leve um saquinho, recolha o cocô do seu lindo cachorrinho e o jogue no lixo. Consciência faz parte da cidadania.
Percebo que além da sujeira dos pobres bichinhos e dos donos "distraídos" outra coisa também me chama bastante atenção: são as calçadas.
Dia desses ouvi dizer que a conservação delas é de responsabilidade do proprietário do imóvel. Vasculhando meus arquivos encontrei em minhas recordações a rua onde cresci. Primeiro em Minas, BH, e depois em Taguatinga, DF. Lembro-me da movimentação das "donas-de-casa" (nunca fui muito a favor desse termo, afinal, todos que ali moram são donos. Certo?) ou das domésticas varrendo suas calçadas, cuidado do jardim, etc... Havia uma casa vizinha, que a dona precisava da ajuda dos filhos por ser tão grande que quase tomava todo o quarteirão. Naquela época (não é uma época tão longe assim não, viu?) as crianças, inclusive eu, aprendiam a cuidar, ter comprometimento, responsabilidades. Isto não caracterizava trabalho infantil como tantos defendem...isto é outro assunto, e falarei depois, numa outra ocasião. Lembro-me do barulhinho das vassouras. Ali, enquanto varriam cantavam, colocavam as fofocas em dia, lamentavam e se gostavam. Aproximavam-se uns dos outros. Gerando assim amizade e respeito. As calçadas, por volta das nove da manhã já estavam todas varridas, limpas. Os "homens da casa" também participavam (dentro das possibilidades deles rsrss) e as arrumavam , fazendo os devidos reparos nos finais de semana. Assim, a limpeza e a conservação eram de responsabilidade de cada um.
Acho incrível, pois para todos, é muito difícil circular num lugar todo quebrado, sujo, e entulhado de inúmeros objetos decorativos, descartáveis, desnecessários. Então??
Hoje, parece que todos (não vamos generalizar, nem todos, existem alguns que não fazem parte desse universo de acomodados) só esperam pelo governo. Querem que tudo seja resolvido por outro e não por si. Com o argumento dos impostos que pagamos, transferem a boa educação, a noção de higiene, beleza, civilidade para as Secretarias Governamentais. Até quando? Isto tende a piorar? Qual é o exemplo que está sendo passado para os futuros moradores das cidades, ou seja, as crianças? Como esperar por um governo que não consegue atender as expectatvias mais básicas? Quando foi que deixamos de lado nossos ensinamentos?
Lembram-se do Sugismundo? Bem, quem quiser recordar basta entrar no You Tube que encontrará aquelas campanhas educativas. Quem não se lembra ou não conhece bastar procurar por lá. Ninguém queria ser apontado como o Sugismundo e foi, acredito pois era bem pequena, uma campanha favorável e bem aceita. Embora tenha sido vinculada numa época difícil para o nosso país, foi boa para a população em geral. Talvez, se o governo aproveitasse a ideia, investisse mais nas campanhas, nos intervalos e nos programas populares... quem sabe, não é? Isto eu espero do governo.
Aprendi e apliquei na educação de minha filha que a explicação do porquê das coisas ensina mais rápido. O resultado é positivo. No instante que reivindico meus direitos tenho os meus deveres para cumprir.
Acho que fico por aqui... relevem a ansiedade e vontade de falar tudo de uma vez. Vou dosando com o passar do tempo e tentando me conter. Assim, mostro minha indignação e obtenho a aprovação e entendimento de todos vocês.
Aqui está um vídeo do nosso amiguinho Sugismundo!
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