quarta-feira, 27 de julho de 2011

Envelhecimento com qualidade... será???

Quando Aldous Huxley escreveu o livro "Admirável Mundo Novo" certamente não tinha tanta certeza do futuro e como as pessoas o receberiam. Algum tempo atrás (já tem um tempinho...) quando li, era apenas um livro de ficção e na minha inocência não acreditava ser possível tantas "maluquices". Na época, gostei mais do livro sobre um índio, um cara e suas experiências alucinógenas... maconha era um "papo cabeça" e encantava as pessoas desejosas em sair da mesmice. Pois bem, sempre que um fato novo, uma notícia científica era divulgada lembrava-me do Admirável Mundo Novo...
Aqui estou, depois de um bom tempo e o livro continua fazendo parte das minhas indagações e dúvidas quanto ao futuro. Tenho discutido muito com as pessoas amigas, com quem converso e coloco minhas questões. Todos (não é exagero, é verdade - todos) consideram-me maluca ou então depressiva e até outros adjetivos mais, pela única razão de defender a vida por um tempo determinado. Não comungo com as pessoas de que viver até os 100 ou 150 anos é uma boa. Não penso assim. Não vou me matar, não quero me matar e tenho tentado cuidar de mim dentro das minhas possibilidades. Porém, não vejo com bons olhos perpetuar-me . Sinto a ação do tempo. Por mais que deseje fazer determinadas coisas não consigo mais (isto me faz lembrar do meu ex. Diz ele que sua mãe, minha sogra, achava ruim a cabeça querer uma coisa e o corpo não conseguir executar) hoje, entendo e concordo veemente com a posição dela. A máquina humana, como todas as outras coisas no mundo, possui tempo de válidade. Ficar prolongando esse tempo, para mim, é prolongar expectativas que não acontecerão. Isto é errado? Não creio.
Neste domingo, na Tv Bandeirantes, assistindo ao Programa Livre ouvia dois médicos dissertando sobre envelhecer com qualidade e fiquei me perguntando em que país eles moravam. O primeiro então,  falava de substituições de partes do corpo com tanta simplicidade! Hoje, irei ao supermercado comprar um joelho, uma bacia, um coração...embora não tenha dito desta forma, claro.  Entendo tudo que disse. Entendo que a medicina avançou o suficiente para repor peças danificadas do nosso corpo. Entendo que existem tratamentos extraordinários, mas qual é a parcela da população brasileira, quiçá mundial, que poderá usufruir das beneces médicas atuais e futuras? Entendo a necessidade da boa alimentação, do exercício físico e principalmente da paz de espírito necessários ao envelhecimento de qualidade. Só não compreendo como estabelecer isto como prioridade na vida das pessoas "normais" que precisam trabalhar para comer arroz, feijão e farinha? Neste mundo ideal dos médicos e terapeutas um número ínfimo de pessoas podem adotar tais comportamentos. Infelizmente, gostaria muito de pensar de outra forma. Precisamos acordar e lembrar que uma grande parte da nossa população não tem nem mesmo saneamento básico. No país ainda se morre com dengue, desnutrição e tantas outras causas inadimissíveis para esta admirável medicina moderna. A fome no mundo é absurda e um absurdo.
Quando vejo, principalmente a mídia, colocando o mundo mágico e maravilhoso da medicina e seus avanços relaciono aos programas de transformação que várias tv's abertas insistem em colocar. Pegam uma dona de casa, que não pode nem mesmo fazer a unha todas as semanas, cortam (um senhor corte...) o cabelo e pintam como se pudesse frequentar o salão todos os dias como fazem as celebridades, levam-na a uma loja para comprar roupas que jamais poderá comprar novamente (não estou depreciando a capacidade de ninguém, pelo amor de Deus!), compram sapatos de saltos altíssimos para essa pobre dona de casa,sendo que  muitas das vezes nem asfalto na rua onde mora tem e... bem, por aí vai o desfile de transformações. Alguém voltou para ver como ficaram essas mulheres depois de quatro ou seis meses? Viram a realidade desta mulher? Gosto de ver também como a realidade definitivamente não faz parte do mundo ideal de alguns profissionais. E as reformas nas casas das pessoas??!!!! Já viram como ficam parecendo cenário de novelas??? Será que um desses arquitetos e decoradores se lembram de que naquela casa fritam bifes, cozinham normalmente, lavam e passam, crianças sobem e descem nas poltronas (quando tem - e nunca podem ser brancas - cor preferida deles, arquitetos e decoradores) ou seja, não comem nos restaurantes, não lavam suas roupas em lavanderias, não possuem salas de dois, três, quatro ambientes e quando recebem uma visita só tem um lugar para oferecer? O fundamento disto tudo tem um nome, sabemos. Contudo, não vou entrar nesse tema, pelo menos agora.
Minha preocupação está na propaganda da medicina e seus milagres. No desvio de foco que podem causar. Sei das necessidades das pesquisas, da informação. Particularmente, não acho nada agradável passar minha "velhice com qualidade" nas farmácias, nos consultórios e me privando de algumas coisas para conseguir pagar meu plano de saúde. Também sei que não usufruirei das articulações, dos transplantes e plásticas, pois, minha condição financeira não me permite. Assim sendo, como explicar para grande maioria que existe uma possibilidade mas que ela é pobre demais para merecê-la? ... bem vou ficar por aqui e volto no próximo para dar continuidade a estas interrogações... são muitas e preciso desabafar!!!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"Puxadinho Legal"

Gostaria de falar tudo que penso para o nosso querido governador e suas assessorias. Não guardo mais esperanças em relação aos nossos políticos. Provavelmente, se minha filha quiesesse candidatar-se a qualquer cargo público, iria me decepcionar muito e fazer o que fosse possível para tirar tal ideia de sua cabeça. E o pior é saber que não estão nem um pouco preocupados com a opinião de seus eleitores e continuam com o derrame de dinheiro público e com a falta de vergonha na cara.
Vou contar a historinha pois senão terei um enfarte ou enfarto/infarto, como queiram. Moro na 703 norte. Entre casas e prédios... bem moro num prédio até que simpático se não fosse alguns vizinhos, condomínio e o constante aborrecimento com vagas para carros. É conhecido a escassez de vagas e as dificuldades de estacionamento em Brasília. Aqui neste pedaço não é diferente. Situações pitorescas como  a de um mecânico - a kombi dele é a oficina - e durante o dia ele fica estacionado perto da W3 - quando a tarde cai ele vem e aproveitando o segurança do prédio, deixa sua oficina até a próxima manhã. Todos que passam pela comercial também aproveitam as vagas e quando chegamos... dificilmente encontramos onde estacionar. Tem ainda os festejos do Colégio Militar. Gostaria de saber qual a razão de ter que ceder vagas para os pais dos seus alunos, enquanto a área do colégio é imensa. Além das vagas, ainda interditam duas faixas pela manhã e...blá,blá,blá... eles devem ter prioridade mesmo, afinal, são nossa garantia de um país seguro!! Porém o que está me incomodando mais é a casa vizinha, frente ao prédio. O proprietário fez (já é bem antigo e todos por aqui fazem o mesmo) um "puxadinho" aproveitando os metros de espaço público e ali abriu uma garagem. Ele tem a garagem da casa, normal, como todas as outras e ainda, na lateral, uma outra. A garagem lateral, além de ser invasão de terra pública, impede o estacionamento de pelo menos dois carros. O Detran já esteve aqui e multou oito moradores por estacionar nesta "garagem". Ou seja, o Estado compactuando com a ilegalidade. Nosso vizinho tem a prioridade de quatro vagas num espaço público que sofre com a falta delas.
Sinceramente não sei onde vamos parar! Aquela história de culpar governo já deu. Os moradores e cidadãos deveriam ser os primeiros a pensar no outro, no bem estar da coletividade pois fazem parte dela. Não. Aproveitam, desrespeitam a coisa pública, exorbitam, abusam e destroem a cidadania e ainda criticam dos nossos governantes.
Iniciei este desabafo falando da minha falta de esperança nos políticos brasileiros, agora, já não sei se é apenas nos governantes... acredito que estamos regredindo e  em pouco tempo, estaremos como os pré-históricos, matando para sobreviver!
Será??

domingo, 17 de julho de 2011

Gosto de felicidade...

Gosto de felicidade!
Família reunida, elogios para todas as guloseimas servidas... e repentinamente escuta-se: "isto está tão gostoso que tem gosto de felicidade!!
Então... o que será que é o gosto de felicidade?
Comer algo tão gosotoso assim pode ter o gosto de felicidade? Visitar um lugar que não se visita há muito tempo, pode ter o gosto de felicidade? Ser testemunha das gargalhadas de uma criança, tem o gosto de felicidade? Dormir tudo que se precisa e acordar com vontade de voltar a dormir, também pode ter o gosto de felicidade? Rever aquela pessoa querida, que há muito, muito tempo não se via ou então sonhar... sonhar que se está ao lado desta pessoa, tem o gosto de felicidade? Sentir o cheiro de chuva, a brisa num dia de muito calor ou aquele frio que nos faz tremer gostoso querendo estar debaixo do cobertor, tem o gosto de felicidade?
Hoje, para mim, sinto o gosto de felicidade quando me preparo para receber minha filha que está longe em busca da felicidade dela. O gosto de felicidade se materializa ao sentir seu cheirinho quando a tenho em meus braços... trazendo consigo um sorriso que ilumina o mundo. É quando pede por cafuné e pede só mais um pouquinho... e quer a todo custo dormir no meu pertinho... O gosto de felicidade é muito doce ao seu lado quando pede doce feito menino . Tem o gosto de felicidade sua empolgação ao me mostrar seu mais novo "amor" - que pode ser um livro, uma música, uma poesia, um filme, um escritor - e se envaidece porque conhece e ensina, que é a sua sina.
O gosto de felicidade se mostra por diversas formas, maneiras... contudo, minha felicidade está em todos os momentos que passo ao lado do meu maior amor: Raissa, minha filha. Ela não só tem gosto é a síntese da minha felicidade!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A Lua...

Não poderia deixar de registrar a maravilha da lua cheia desta noite!!
Haja coração, desejos e sonhos... virar lobisomem ou estrela, apaixonar-se ou curtir paixão. Seja lá qual for o sentimento desperto, a lua é essencial no vazio da noite e no resplendor do céu.
Um beijo a todos que olham o céu pelo menos uma vez por noite. Um beijo para todos que se esquecem que o céu é tonificante, pois estes, precisam muito mais de beijos.

CG,TC,MP,AG...UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!


É inacreditável como se desculpam e inventam respostas - óbvias diga-se de passagem - para explicar o inexplicável e justificar o injustificável. Falo dos órgãos que se intitulam fiscalizadores, controladores, consultores do governo e que vivem atualmente com o objetivo de nos dar desculpas. Por esta razão inicio vaiando...
Há bastante tempo acompanhamos os diversos escandâlos, falcatruas,e principalmente, a farra com o dinheiro público. Intermináveis obras que não servem para nada ou que só servem para ludibriar o povo brasileiro, serviços públicos precários (para ser bem generosa), corrupção e tantos outros crimes que se fosse enumerar... bem, ficariam entediados.
Pois bem, o mais recente (será?? Todos os dias, horas, surge um... então nem sei mais se realmente é o mais recente) do Ministério dos Transportes, o qual  me deixou perplexa ao ouvir um "bambambam" da CGU dizendo que os aditivos nas licitações são facilitadores para desvios de dinheiro público. Ora, se já sabem disto, se convivem e vivem para identificar e impedir possíveis desvios porque não cumprem o seu papel e impedem tais práticas? Como permitem brechas nas leis que facilitam e respaldam crimes?
Retirado do site da própria CGU "A Controladoria-Geral da União (CGU) é o órgão do Governo Federal responsável por assistir direta e imediatamente ao Presidente da República quanto aos assuntos que, no âmbito do Poder Executivo, sejam relativos à defesa do patrimônio público e ao incremento da transparência da gestão, por meio das atividades de controle interno, auditoria pública, correição, prevenção e combate à corrupção e ouvidoria". Pergunto: isto está sendo cumprido??? Basta ler os últimos exemplares dos jornais que circulam pelo país e nos certificamos da ausência desse controle.
A Constituição de 1988 reafirmou o papel do TCU: " o Tribunal de Contas da União teve a sua jurisdição e competência substancialmente ampliadas. Recebeu poderes para, no auxílio ao Congresso Nacional, exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, à legitimidade e à economicidade e a fiscalização da aplicação das subvenções e da renúncia de receitas. Qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária tem o dever de prestar contas ao TCU", também extraído do site, se perde entre tantos desmandos.
Ainda, com a propaganda e arrogância que lhes cabem, o MPU diz ser de sua alçada: "a defesa da ordem jurídica, ou seja, o Ministério Público deve zelar pela observância e pelo cumprimento da lei. FISCAL DA LEI, atividade interveniente; a defesa do patrimônio nacional, do patrimônio público e social, do patrimônio cultural, do meio ambiente, dos direitos e interesses da coletividade, especialmente das comunidades indígenas, da família, da criança, do adolescente e do idoso. DEFENSOR DO POVO; a defesa dos interesses sociais e individuais indisponíveis." Tenho observado a pouca atuação desse órgão fiscalizador, e que a prática é bem diferente da teoria.
E temos ainda a bendita AGU "A atuação consultiva da Advocacia-Geral da União (AGU) se dá por meio do assessoramento e orientação dos dirigentes do Poder Executivo Federal, de suas autarquias e fundações públicas, para dar segurança jurídica aos atos administrativos que serão por elas praticados, notadamente quanto à materialização das políticas públicas, à viabilização jurídica das licitações e dos contratos e, ainda, na proposição e análise de medidas legislativas (Leis, Medidas Provisórias, Decretos e Resoluções, entre outros) necessárias ao desenvolvimento e aprimoramento do Estado Brasileiro". Parece brincadeira de mau gosto, não acham?
Fico aqui e me pergunto todos os dias até onde iremos, até quando aguentaremos ou não, até que ponto podemos nos permitir ser enganados, ouvindo tantos desatinos e aceitando tudo com tanta passividade?! Ouvindo sempre as mesmas coisas, as mesmas barganhas; testemunhando o cinismo estampado no rosto de cada representante ardiloso do nosso Congresso; compactuando todos os dias com a passividade e omissão do nosso Judiciário e aturando alianças do Executivo com todos estes?
Ou tomamos uma atitude urgentemente, ou nos condenamos ao silêncio, sem o direito de protestos e reclamações. E continuo uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!

domingo, 10 de julho de 2011

O Brasil é o país das novelas e não do futebol!

Ao ouvir esta frase  fiquei mais entristecida ainda. Gostaria de ouvir que o Brasil é  o país da educação, do respeito, da dignidade... mas não, é o país das novelas!!!
O autor dessa frase é o repórter e apresentador Tiago Lifer da Rede Globo. No programa - Central da Copa -  após o jogo da seleção brasileira soltou esta frase: "O Brasil é o país das novelas e não do futebol". Sinceramente, até que gosto da forma como faz do programa uma coisinha mais interessante... aquela história de ficar só mostrando gols e repetindo as entrevistas educativas dos jogadores já não dava mais. Concordam? Então, ele saiu com esta neste sábado,  no final do jogo fatídico da "Nossa Seleção Brasileira". Começei a remoer inúmeros fatos e comportamentos e cheguei a conclusão que realmente somos o país das novelas. Relembrando...
Desde que me entendo por gente, somos o país do futuro. Nossos políticos, coitados, são injustiçados sempre. Embora nós eleitores teimamos em falar das atitudes dos pobres, continuamos votando e dando a eles a oportunidade de pensar mais no futuro - DELES - não é mesmo? A novela chamada Brasil continua com os mesmos capítulos. Os capítulos me parecem repetitivos... educação, moralidade, saúde, segurança, trabalho, casa própria, miséria, samba, carnaval, futebol...  acredito que nós autores deveríamos dar um novo roteiro e uma nova direção a esta novela.
Ainda não sei bem como começar. Não conheço ninguém de expressão (que preencha os requisitos de honestidade, capacidade, entusiasmo, competência e comprometimento, pra mim, ok?) capaz de nos orientar e mostrar que ainda tem jeito - aquele diretor e roteirista de peso, percebem?
 Assisto programas e entrevistas afirmando a capacidade e iniciativa da juventude em mudar o mundo. Como? Vejo (sei também que existem exceções) a grande maioria dos jovens se acabando em drogas e bebidas. Festas que acontecem com a única intenção: ver quem bebe e "come" (acho que me entendem) mais. Para esses jovens não existe diversão se não houver excessos. Noutro dia comentava justamente isto, estamos na era dos excessos. Ou se é gordo demais ou magérrimo, obeso versus anorexico, ou se bebe muito até cair ou não se bebe nada, ou se cultua o corpo ou então não se é belo, ou se é 'nerd" ou então alheio aos estudos, ou se é antenado ou alienado... e por aí vai... parece que o meio termo sumiu.
 Percebo famílias cada vez mais distantes...  Na maioria das vezes quando saio com minha filha e vamos a um restaurante ou uma lanchonete, tomar um sorvete... observo que as  pessoas ali reunidas, na mesma mesa, da mesma família nem se olham. Não trocam uma palavra entre eles (talvez seja porque eu e ela falamos demais, será???), e o silêncio os acompanham até suas casas onde cada um tem o seu "canto" e ali se aprisionam e são solitários. Solidão no sentido exato da palavra.
 Nessa novela os papéis "mocinho e bandido" estão cada vez mais invertidos. Temos os bandidos comuns, os bandidos engravatados, os bandidos-polícia e talvez o pior deles, nossa ética bandida. Teimamos em não admitir, mas temos o nosso lado bandido e parece que ele tem mostrado a cara com muita frequência. A nossa imparcialidade diante das diversas formas de violência presente no nosso dia-a-dia é absurdamente inacreditável!
Hoje tudo é normal, natural... saber que o político rouba é normal... saber que pra se conseguir alguma coisa com mais rapidez... uma propina é normal... furar uma fila... coisa de esperto, mentir na internet ser uma pessoa que não se é... normalíssimo, fechar os olhos para a maldade dos nossos filhos diante dos filhos dos outros... só brincadeira, mandar nossos filhos para a escola transferindo a responsabilidade da educação... mais que normal - obrigação, fazer com que o sexo seja moeda de troca... como é normal!!!  Ou seja, está tudo de pernas pro ar, creio.
Quando Tiago Lifer disse tal frase, se referia ao gosto que o brasileiro tem pelas novelas, e hoje, até mesmo os jogadores confessam gostar e acompanhar quando é possível. Mesmo assim, preferiria ouvi-lo dizendo que o Brasil é o país da cultura, educação, da moralidade.
Ainda tento agarrar-me na esperança de que tudo mudará. Acreditar no país, que sua juventude (dizem que quinhentos aninhos e um pouquinho mais é um menino!) é apenas uma fase. Quando chegar a idade adulta, nós, seu povo, estará maduro o suficiente para fazer tudo diferente. E "pequenos desvios" de comportamento serão sanados e olhados como um passado bem distante. Ah, como quero acreditar!!!

Vou colocar aqui o depoimento e desabafo daquela professora defensora de sua classe, porque pra mim, é uma das atitudes mais dignas e patriota que ouvi e vi nos últimos tempos. Parabéns a ela!!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Direito ou dever??

Bem, como disse, vou colocar minhas impressões do cotidiano, reclamações, sugestões e tudo que me deixa indignada. É bom voltar a escrever, pois as ideias começam a fervilhar na cabeça e assuntos... esses não faltam. Há muito tempo não escrevo para outras pessoas. Dificulta um pouco, mas acredito que em breve pegarei o jeito novamente. Hoje, o que não me falta é tempo...
Vamos parar de lero-lero e seguir, não é?
Todas as manhãs procuro caminhar. É necessário para manter a forma e a saúde. Ah se soubesse disto aos meus vinte anos!!! Não só a saúde física, a mental também. No percurso que faço (acredito que em Brasília toda) os rastros dos pequenos, fofos, lindos cachorrinhos estão por toda a parte. Fico me perguntando: será que se eu pegasse esses cocôs e os espalhassem nas salas dos donos desses bichinhos, eles ficariam satisfeitos, reclamariam, chamariam a polícia... qual seria a reação?Normalmente, ficam segurando a guia, enquanto seu bichinho alivia, como se nada estivesse acontecendo. Tem uns que fazem cara de bobo, outros viram de lado e contemplam o céu - lindo, diga-se de passagem - tem um senhor amante da leitura que não se constrange, lê enquanto o pobrezinho faz suas necessidades. Assim que acabam, o educado proprietário, parente, seja lá como se considera, segue, como se as ruas, calçadas, e jardins fizessem parte do quintal de sua casa! Já ouvi a incrível explicação de que aquele cocô é adubo!! Pôxa, adube suas plantas, jardins ou então dê de presente a um amigo que possui horta ou plantação. O que não dá é para aguentar sujeira e mau cheiro em prol dos preguiçosos. Existe um trecho, a parada preferida desses zelosos "pais" , que para passar, prendo a respiração por causa do mau cheiro... NINGUÉM MERECE!! Seria muito difícil pegar aquele cocô e jogá-lo fora???? Se o próprio dono não gosta de sentir o cheiro e pegar, qual a razão de nos obrigar a pisar, desviar, sentir o mau cheiro e conviver com o lixo exposto produzido pelos bichinhos de estimação (estimação deles, não minha. Nada contra os pobres cachorrinhos!!) nas ruas que andamos?
Se alguém, que esteja lendo este desabafo possuir um bichinho... por favor, imploro, leve um saquinho, recolha o cocô do seu lindo cachorrinho e o jogue no lixo. Consciência faz parte da cidadania.
Percebo que além da sujeira dos pobres bichinhos e dos donos "distraídos" outra coisa também me chama bastante atenção: são as calçadas.
Dia desses ouvi dizer que a conservação delas é de responsabilidade do proprietário do imóvel. Vasculhando meus arquivos encontrei em minhas recordações a rua onde cresci. Primeiro em Minas, BH, e depois em Taguatinga, DF. Lembro-me da movimentação das "donas-de-casa" (nunca fui muito a favor desse termo, afinal, todos que ali moram são donos. Certo?) ou das domésticas varrendo suas calçadas, cuidado do jardim, etc... Havia uma casa vizinha, que a dona precisava da ajuda dos filhos por ser tão grande que quase tomava todo o quarteirão. Naquela época (não é uma época tão longe assim não, viu?) as crianças, inclusive eu, aprendiam a cuidar, ter comprometimento, responsabilidades. Isto não caracterizava trabalho infantil como tantos defendem...isto é outro assunto, e falarei depois, numa outra ocasião. Lembro-me do barulhinho das vassouras. Ali, enquanto varriam cantavam, colocavam as fofocas em dia, lamentavam e se gostavam. Aproximavam-se uns dos outros. Gerando assim amizade e respeito. As calçadas, por volta das nove da manhã já estavam todas varridas, limpas. Os "homens da casa" também participavam (dentro das possibilidades deles rsrss) e as arrumavam , fazendo os devidos reparos nos finais de semana. Assim, a limpeza e a conservação eram de responsabilidade de cada um.
Acho incrível, pois para todos, é muito difícil circular num lugar todo quebrado, sujo, e entulhado de inúmeros objetos decorativos, descartáveis, desnecessários. Então??
Hoje, parece que todos (não vamos generalizar, nem todos, existem alguns que não fazem parte desse universo de acomodados) só esperam pelo governo. Querem que tudo seja resolvido por outro e não por si. Com o argumento dos impostos que pagamos, transferem a boa educação, a noção de higiene, beleza, civilidade para as Secretarias Governamentais. Até quando? Isto tende a piorar? Qual é o exemplo que está sendo passado para os futuros moradores das cidades, ou seja, as crianças? Como esperar por um governo que não consegue atender as expectatvias mais básicas? Quando foi que deixamos de lado nossos ensinamentos?
Lembram-se do Sugismundo? Bem, quem quiser recordar basta entrar no You Tube que encontrará aquelas campanhas educativas. Quem não se lembra ou não conhece bastar procurar por lá. Ninguém queria ser apontado como o Sugismundo e foi, acredito pois era bem pequena, uma campanha favorável e bem aceita. Embora tenha sido vinculada numa época difícil para o nosso país, foi boa para a população em geral. Talvez, se o governo aproveitasse a ideia, investisse mais nas campanhas, nos intervalos e nos programas populares... quem sabe, não é? Isto eu espero do governo.
Aprendi e apliquei na educação de minha filha que a explicação do porquê das coisas ensina mais rápido. O resultado é positivo. No instante que reivindico meus direitos tenho os meus deveres para cumprir.
Acho que fico por aqui... relevem a ansiedade e vontade de falar tudo de uma vez. Vou dosando com o passar do tempo e tentando me conter. Assim, mostro minha indignação e obtenho a aprovação e entendimento de todos vocês.

Aqui está um vídeo do nosso amiguinho Sugismundo!


quinta-feira, 7 de julho de 2011

O princípio: o Verbo

Talvez seja coisa de quem não tem o que fazer, ou seja mesmo apenas um desabafo, ainda vou descobrir aonde vou parar...
Aqui, tentarei registrar todos os dias, minhas indignações, decepções, contrariedades e protestos. Deve haver muitas pessoas no mundo que fazem o mesmo, que tiveram a mesma ideia. Contudo, acredito que pontos de vistas cada um tem os seus...
Peço paciência a quem acessar pela primeira vez, pois ainda estou aprendendo a lidar com essas coisinhas tecnológicas. Peço ainda que aqueles que puderem e quiserem contribuir... sintam-se à vontade e me mandem desabafos, sugestões e novas ideias.
Começar, este é o verbo principal. Sendo assim, aqui estou!!! Começando.