quarta-feira, 3 de julho de 2013

e o meu sangue ferve....

Sinceramente já não sei como me portar ou pensar. O tempo nos faz refletir bastante antes de falar qualquer coisa, mas as questões sociais, políticas, morais fazem meu sangue ferver. Sei que muitas vezes deveria parar, pensar bastante antes de me posicionar, porém, quando vejo, já disse... já era.
Tudo que vem acontecendo no país, que de uma certa forma demorou, legitima meus pensamentos. Acredito que os movimentos, passeatas, manifestãoes tiveram como causa o limite de todos nós. Não dá para continuar, ver como agem sem se importarem com as consequências e punições. Utilizando uma expressão bem criticada: "tenho medo", entretanto, meu medo é que parem. Precisamos de mais movimentos e tirar de uma vez por todas os políticos que habitam os governos espalhados pelo nosso Brasil, fazê-los sair de suas cômodas poltronas. Raríssimas exceções pagarão pela grande maioria, mas a doença da corrupção, injustiça, impunidade, malandragem e tantos outros adjetivos bem conhecidos por nós, não permitem uma justa separação. Afinal, recentemente, soubemos de pessoas envolvidas em escândalos que jamais poderíamos idealizar. Portanto, desculpem-me os honestos, justos, morais, os Senhores, que são bem poucos, precisarão de um ato heróico e concordar com o fim da era em que estamos sobrevivendo. Não é mais possível permitir que  esses falastrões continuem com seus discussos insanos, falsos nos chamando de bobos a todo instante. Não dá mais para compactuar, silenciar com os absurdos dos hospitais, e principalmente, da educação. Sabemos, pelo menos uma grande parte de nós, que educação significa escolher melhor, saber diferenciar, comparar e raciocinar sobre o que é dito, feito e lógico.Assim, não é interessante oferecer meios de pensamento, comparação, pois como manterão seus votos? Educar custará os salários, benefícios, mordomias destes que se intitulam nossos representantes. Além da educação, espero que todos nós tenhamos também, discernimento para nos educarmos e educar nossos filhos longe das práticas da corrupção. Preocupo-me quando sei que muitos daqueles que estão nas ruas (disse que não são todos, por favor) aceitam dar um "jeitinho" nas situações corriqueiras. Pessoas que perpetuam o ato da "carteirada", do "sabe com quem tá falando" ou mesmo "ah, ninguém tá vendo ou vai saber". Temos, urgentemente, de riscar estes comportamentos da nossa cultura.
Quero sentir orgulho do Brasil. Quero sentir orgulho de uma geração que modificou tudo, com luta, posicionamento, inteligência. Quero meu sangue na temperatura ideal, sem ferver, ou se ferver, por emoção, orgulho.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Esperar por ela, seria o melhor mesmo?

Como já foi registrado, todas as manhãs vou fazer a saudável caminhada do dia. Parece que jamais poderei deixar de fazer a prática, a idade chega e o corpo reclama... bem, mas não é o motivo pelo qual aqui estou. Ontem, no percursso, encontrei pelo caminho muitas, muitas mesmo, forminhas de doces. Aquelas, pequenininhas que cabem deliciosos brigadeiros e outros tantos docinhos, causa das intermináveis caminhadas de qualquer um. Então, ao lado das forminhas azuis, cor linda, havia um par de sapatos feminino. Resultado: desde a manhã de ontem, fiquei me questionando como e porquê aqueles sapatos ali estavam. Não eram velhos e não faziam parte do lixo, estavam ali. Esquecimento? Poxa, mas alguém, em meio a festa, tira os sapatos e esquece de calçá-los?? Será que o cansaço foi tamanho, que até mesmo calçar os sapatos era demais?? Muitas indagações brotaram e até agora me pergunto a razão de um par de sapatos, feminino, em bom estado, estar junto de forminhas de doces, numa linda manhã de sol, de quinta pra sexta-feira. Mistérios!!!
Parei pra pensar também que a festa pela qual a dona dos sapatos passou foi no mínimo surpreendente, pois até perdeu os sapatos. Lembrei-me do velho ditado: "o melhor da festa é esperar por ela", e pensei será mesmo?
Rebubinei a memória (para aqueles que não são do tempo da bobina, seria assim um "voltar a fita") e tentei visualizar todas as festas pelas quais esperei muito por elas. Claro, nem foram tantas assim e muito menos que a memória fora justa e me mostrou todas elas. Por um instante as sensações chegaram bem perto da realidade. Medo, boca seca, ansiedade, tremedeira... e todas os reais sentimentos que nos envolvem quando esperamos muito por um acontecimento. Dias de preparação, seja por uma festa mesmo, seja por um encontro que se tornará uma festa ou por um instante que não era pra ser e se tornou a maior festa da sua vida. Assim, parece até que é melhor, pois não estamos tão ansiosos e ela chega deixando marcas para todo o sempre.
Normalmente, quando a possibilidade de uma festa existe, junto, vem toda a preparação. Hoje, existem pessoas que vivem de organizar a expectativa dos outros, organizando suas festas, para que os donos possam relaxar até o momento X. Como se fosse possível relaxar!! Todo este preparo exige coordenação, frieza, bom gosto (ou não), precisão, memória e o mais importante: desejar muito. De um simples jantar a um baile, de uma entrevista de emprego ou uma saída com a pessoa que imaginou por um bom tempo da sua vida... e assim as festas vão acontecendo em nossas vidas e parece que não conseguimos lidar com as emoções por mais experiência que se tenha. Talvez o pior sentimento de todos que vêm pós-festa, seja o de que tudo poderia ter sido diferente. Enxergar falhas e erros nos preparativos, sem querer admitir que todos nós erramos e se torna inevitável as falhas. Sempre, pelo menos comigo, fica o gostinho de que poderia ter sido melhor. Frustrante, não é?
Assim, pelo menos do meu ponto de vista, o melhor mesmo é esperar por ela - A Festa.
E de quantas festas necessitamos para perceber que a preparação é o que nos move, mostrando que estamos vivos e precisamos de novas sensações e novos desafios, outras tantas festas??
Pensemos....