Um dia de cada vez.
Assim, levo minha vida, tal qual um viciado que pretende parar com o vício. Meus dias são infinitos e vazios. Poucas surpresas, novidades, desafios e até mesmo chateações.
Segundo a profissional que me acompanha, estou em depressão. Disse: - grave. Depressão grave. Tenho genética para isso. A família toda tem problemas emocionais, psicológicos e até mesmo psiquiátricos. Portanto, esse diagnóstico não me assusta. O problema é: e agora? Como resolver? Os tratamentos existem, pessoa para ajudar também. O problema é querer, desejar de fato. Tirar forças de um lugar que está muito fraco, pedindo que desista. Sol, exercícios físicos, medicamentos, terapias, lazer... tudo parece tão difícil!
Comecei a fazer um curso de pintura online. Até gostei das primeiras aulas e sensações. Parece mais fácil pintar que escrever. Pelo menos foi o que senti. Gosto de escrever, mas com a saúde um caos, torna-se quase impossível escrever com nexo, beleza e sentimento. A pintura me pareceu mais solta, livre, sem regras ou erros. Será? Estou escrevendo abobrinhas? Só fiz 4 aulas e de certa forma coloco a pintura como insignificante? Não. Jamais serei um Picasso ou Renoir, entretanto, achei libertador. Foi como se eu estivesse dirigindo sem destino e me surpreendesse com um lugar lindo. Continuarei. Assim, pretendo. Vamos ver onde os pincéis, tintas e imaginação me levarão.
A depressão pode me paralisar, mas não deixarei que se instale para sempre. Tempo não me importo. O importante é a batalha e as vitórias cotidianas. Um dia de cada vez, assim como o AA prega. Hoje, estou satisfeita comigo mesma. Fiz alguma coisa que me agradou, me fez bem. E amanhã?
Calma, um dia de cada vez.
desabafo
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Voltando
Andei afastada, mas agora, pretendo voltar...
Precisamos sempre de um canal para desabafar e demonstrar nossa indignação, medo, curiosidades e todos os outros sentimentos que nos tornam humanos.
Brevemente estarei de volta... até lá!
Precisamos sempre de um canal para desabafar e demonstrar nossa indignação, medo, curiosidades e todos os outros sentimentos que nos tornam humanos.
Brevemente estarei de volta... até lá!
quarta-feira, 3 de julho de 2013
e o meu sangue ferve....
Sinceramente já não sei como me portar ou pensar. O tempo nos faz refletir bastante antes de falar qualquer coisa, mas as questões sociais, políticas, morais fazem meu sangue ferver. Sei que muitas vezes deveria parar, pensar bastante antes de me posicionar, porém, quando vejo, já disse... já era.
Tudo que vem acontecendo no país, que de uma certa forma demorou, legitima meus pensamentos. Acredito que os movimentos, passeatas, manifestãoes tiveram como causa o limite de todos nós. Não dá para continuar, ver como agem sem se importarem com as consequências e punições. Utilizando uma expressão bem criticada: "tenho medo", entretanto, meu medo é que parem. Precisamos de mais movimentos e tirar de uma vez por todas os políticos que habitam os governos espalhados pelo nosso Brasil, fazê-los sair de suas cômodas poltronas. Raríssimas exceções pagarão pela grande maioria, mas a doença da corrupção, injustiça, impunidade, malandragem e tantos outros adjetivos bem conhecidos por nós, não permitem uma justa separação. Afinal, recentemente, soubemos de pessoas envolvidas em escândalos que jamais poderíamos idealizar. Portanto, desculpem-me os honestos, justos, morais, os Senhores, que são bem poucos, precisarão de um ato heróico e concordar com o fim da era em que estamos sobrevivendo. Não é mais possível permitir que esses falastrões continuem com seus discussos insanos, falsos nos chamando de bobos a todo instante. Não dá mais para compactuar, silenciar com os absurdos dos hospitais, e principalmente, da educação. Sabemos, pelo menos uma grande parte de nós, que educação significa escolher melhor, saber diferenciar, comparar e raciocinar sobre o que é dito, feito e lógico.Assim, não é interessante oferecer meios de pensamento, comparação, pois como manterão seus votos? Educar custará os salários, benefícios, mordomias destes que se intitulam nossos representantes. Além da educação, espero que todos nós tenhamos também, discernimento para nos educarmos e educar nossos filhos longe das práticas da corrupção. Preocupo-me quando sei que muitos daqueles que estão nas ruas (disse que não são todos, por favor) aceitam dar um "jeitinho" nas situações corriqueiras. Pessoas que perpetuam o ato da "carteirada", do "sabe com quem tá falando" ou mesmo "ah, ninguém tá vendo ou vai saber". Temos, urgentemente, de riscar estes comportamentos da nossa cultura.
Quero sentir orgulho do Brasil. Quero sentir orgulho de uma geração que modificou tudo, com luta, posicionamento, inteligência. Quero meu sangue na temperatura ideal, sem ferver, ou se ferver, por emoção, orgulho.
Tudo que vem acontecendo no país, que de uma certa forma demorou, legitima meus pensamentos. Acredito que os movimentos, passeatas, manifestãoes tiveram como causa o limite de todos nós. Não dá para continuar, ver como agem sem se importarem com as consequências e punições. Utilizando uma expressão bem criticada: "tenho medo", entretanto, meu medo é que parem. Precisamos de mais movimentos e tirar de uma vez por todas os políticos que habitam os governos espalhados pelo nosso Brasil, fazê-los sair de suas cômodas poltronas. Raríssimas exceções pagarão pela grande maioria, mas a doença da corrupção, injustiça, impunidade, malandragem e tantos outros adjetivos bem conhecidos por nós, não permitem uma justa separação. Afinal, recentemente, soubemos de pessoas envolvidas em escândalos que jamais poderíamos idealizar. Portanto, desculpem-me os honestos, justos, morais, os Senhores, que são bem poucos, precisarão de um ato heróico e concordar com o fim da era em que estamos sobrevivendo. Não é mais possível permitir que esses falastrões continuem com seus discussos insanos, falsos nos chamando de bobos a todo instante. Não dá mais para compactuar, silenciar com os absurdos dos hospitais, e principalmente, da educação. Sabemos, pelo menos uma grande parte de nós, que educação significa escolher melhor, saber diferenciar, comparar e raciocinar sobre o que é dito, feito e lógico.Assim, não é interessante oferecer meios de pensamento, comparação, pois como manterão seus votos? Educar custará os salários, benefícios, mordomias destes que se intitulam nossos representantes. Além da educação, espero que todos nós tenhamos também, discernimento para nos educarmos e educar nossos filhos longe das práticas da corrupção. Preocupo-me quando sei que muitos daqueles que estão nas ruas (disse que não são todos, por favor) aceitam dar um "jeitinho" nas situações corriqueiras. Pessoas que perpetuam o ato da "carteirada", do "sabe com quem tá falando" ou mesmo "ah, ninguém tá vendo ou vai saber". Temos, urgentemente, de riscar estes comportamentos da nossa cultura.
Quero sentir orgulho do Brasil. Quero sentir orgulho de uma geração que modificou tudo, com luta, posicionamento, inteligência. Quero meu sangue na temperatura ideal, sem ferver, ou se ferver, por emoção, orgulho.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Esperar por ela, seria o melhor mesmo?
Como já foi registrado, todas as manhãs vou fazer a saudável caminhada do dia. Parece que jamais poderei deixar de fazer a prática, a idade chega e o corpo reclama... bem, mas não é o motivo pelo qual aqui estou. Ontem, no percursso, encontrei pelo caminho muitas, muitas mesmo, forminhas de doces. Aquelas, pequenininhas que cabem deliciosos brigadeiros e outros tantos docinhos, causa das intermináveis caminhadas de qualquer um. Então, ao lado das forminhas azuis, cor linda, havia um par de sapatos feminino. Resultado: desde a manhã de ontem, fiquei me questionando como e porquê aqueles sapatos ali estavam. Não eram velhos e não faziam parte do lixo, estavam ali. Esquecimento? Poxa, mas alguém, em meio a festa, tira os sapatos e esquece de calçá-los?? Será que o cansaço foi tamanho, que até mesmo calçar os sapatos era demais?? Muitas indagações brotaram e até agora me pergunto a razão de um par de sapatos, feminino, em bom estado, estar junto de forminhas de doces, numa linda manhã de sol, de quinta pra sexta-feira. Mistérios!!!
Parei pra pensar também que a festa pela qual a dona dos sapatos passou foi no mínimo surpreendente, pois até perdeu os sapatos. Lembrei-me do velho ditado: "o melhor da festa é esperar por ela", e pensei será mesmo?
Rebubinei a memória (para aqueles que não são do tempo da bobina, seria assim um "voltar a fita") e tentei visualizar todas as festas pelas quais esperei muito por elas. Claro, nem foram tantas assim e muito menos que a memória fora justa e me mostrou todas elas. Por um instante as sensações chegaram bem perto da realidade. Medo, boca seca, ansiedade, tremedeira... e todas os reais sentimentos que nos envolvem quando esperamos muito por um acontecimento. Dias de preparação, seja por uma festa mesmo, seja por um encontro que se tornará uma festa ou por um instante que não era pra ser e se tornou a maior festa da sua vida. Assim, parece até que é melhor, pois não estamos tão ansiosos e ela chega deixando marcas para todo o sempre.
Normalmente, quando a possibilidade de uma festa existe, junto, vem toda a preparação. Hoje, existem pessoas que vivem de organizar a expectativa dos outros, organizando suas festas, para que os donos possam relaxar até o momento X. Como se fosse possível relaxar!! Todo este preparo exige coordenação, frieza, bom gosto (ou não), precisão, memória e o mais importante: desejar muito. De um simples jantar a um baile, de uma entrevista de emprego ou uma saída com a pessoa que imaginou por um bom tempo da sua vida... e assim as festas vão acontecendo em nossas vidas e parece que não conseguimos lidar com as emoções por mais experiência que se tenha. Talvez o pior sentimento de todos que vêm pós-festa, seja o de que tudo poderia ter sido diferente. Enxergar falhas e erros nos preparativos, sem querer admitir que todos nós erramos e se torna inevitável as falhas. Sempre, pelo menos comigo, fica o gostinho de que poderia ter sido melhor. Frustrante, não é?
Assim, pelo menos do meu ponto de vista, o melhor mesmo é esperar por ela - A Festa.
E de quantas festas necessitamos para perceber que a preparação é o que nos move, mostrando que estamos vivos e precisamos de novas sensações e novos desafios, outras tantas festas??
Pensemos....
domingo, 16 de dezembro de 2012
Barros & Bolos
Barros & Bolos
Ingredientes:
- barba e
cabelos longos, salpicados - farinha,
de grisalho, -
açúcar,
- roupas
despojadas, -
fermento,
- andar
malemolente, -
ovos (claras em neve),
- uma dose
de calma, -
leite,
- pitada de
sapiência e experiência -
manteiga,
(importantíssimos
ingredientes), -
chocolate em pó.
- sorriso
largo,
- um par de
olhos claros.
Como fazer:
Junte todos
os ingredientes. Junte
todos os ingredientes,
Todos em
doses moderadas, as claras
separadamente e
por último.
Aguarde
alguns anos e terá um Leve
ao forno pré-aquecido.
homem. Este,
apaixonado por Aguarde
e terá um saboroso
bolo.
bolos... Este,
agrada
profundamente àquele.
O primeiro sempre em busca de respostas para que outros se
satisfaçam ou tenham melhores condições. O segundo, com a função de satisfazer
outros, principalmente o primeiro.
Assim, temos duas receitas
distintas. Entretanto, muito ligadas entre si, onde um procura respostas,
enquanto se deleita e satisfaz com o outro. O outro, em espera, sabe que será
objeto de deleite daquele. Assim, cada qual sempre com a função de satisfação e
deleite dos outros.
sábado, 1 de setembro de 2012
VAI PASSAR... SERÁ?
O fim da semana de agosto foi marcado pelo fato de um ator hollywoodiano - Clint Eastwood - conversar com uma cadeira vazia, supondo ser o Presidente Obama, mostrando sua indignação. Parece, já que não estou nos EUA e nada posso afirmar, que a política de Mr. Obama não está agradando, e por esta razão, o ator ironizou e num "faz de conta" de uma certa forma, protestou.
Assim que vi a repercussão trouxe a situação para nossa política. Como seria bom poder dizer coisas, ao vivo, para um público bem grande, com a presença do "político brasileiro". Dizer-lhe tudo que penso, sem ofensas, mas com severidade, sem aceitar suas explicações que nada explicam, deixando claro que não sou imbecil como supõe e que não o aceito como gostaria.
Assim que vi a repercussão trouxe a situação para nossa política. Como seria bom poder dizer coisas, ao vivo, para um público bem grande, com a presença do "político brasileiro". Dizer-lhe tudo que penso, sem ofensas, mas com severidade, sem aceitar suas explicações que nada explicam, deixando claro que não sou imbecil como supõe e que não o aceito como gostaria.
Voltando a cena da cadeira, em primeiro lugar gostaria de saber: será mesmo que nossas cadeiras estão ocupadas? será que os paletós, e hoje também as bolsas, ocupam os lugares que pensamos estar bem representados? será que o "político", dono daquela cadeira, caso a desocupasse, não seria melhor?? Muitas indagações, poucas certezas e uma decepção sem tamanho!!
Ano de eleição, julgamento no STF, o mundo às voltas com a crise, violência, meio ambiente, nossas atitudes, o planeta virando do avesso, cataclismas anunciados, 2012 chegando e o prazo de validade vencendo, e nossos políticos, com as mesmas ideias e as mesmas deformações de caráter, com as mesmas desculpas inescrupulosas de sempre. Entra eleição, termina, começa outra e as campanhas são idênticas, as promessas - as mesmas.
Assim, volto a me perguntar: será melhor a cadeira vazia? será melhor fingir que não há ninguém e que um dia tudo se resolverá por si só? será que nós eleitores, depois de tanto tempo de amargas experiências, buscando a democracia, acreditaremos que só depende de nós, e que substitui-los, partindo dos princípios da moral, ética, responsabilidade e honestidade, eficiência será o nosso único caminho?
Poucos dias antes de iniciar o julgamento do mensalão no STF, havia comentado com minha filha sobre a música "Vai Passar", do Chico Buarque, e dito o quanto a letra é significativa e poucos citavam-na com o peso que deveria ter. Para minha surpresa, nosso Procurador Geral da República, Senhor Roberto Gurgel, utilizou trecho da música, quando finalizava sua peça acusatória e então percebi que não estou tão errada assim. Brasileiros gostam tanto de samba, e por vezes nada ouvem, porque então não prestar atenção nas sábias palavras do Chico e pensar há quanto tempo os erros se repetem. O trecho citado aí está, seria bom ler e reler e quem sabe nas eleições que virão, possamos virar o disco, escolhendo melhor quem se sentará na cadeira que muda nosso mundo!
Ano de eleição, julgamento no STF, o mundo às voltas com a crise, violência, meio ambiente, nossas atitudes, o planeta virando do avesso, cataclismas anunciados, 2012 chegando e o prazo de validade vencendo, e nossos políticos, com as mesmas ideias e as mesmas deformações de caráter, com as mesmas desculpas inescrupulosas de sempre. Entra eleição, termina, começa outra e as campanhas são idênticas, as promessas - as mesmas.
Assim, volto a me perguntar: será melhor a cadeira vazia? será melhor fingir que não há ninguém e que um dia tudo se resolverá por si só? será que nós eleitores, depois de tanto tempo de amargas experiências, buscando a democracia, acreditaremos que só depende de nós, e que substitui-los, partindo dos princípios da moral, ética, responsabilidade e honestidade, eficiência será o nosso único caminho?
Poucos dias antes de iniciar o julgamento do mensalão no STF, havia comentado com minha filha sobre a música "Vai Passar", do Chico Buarque, e dito o quanto a letra é significativa e poucos citavam-na com o peso que deveria ter. Para minha surpresa, nosso Procurador Geral da República, Senhor Roberto Gurgel, utilizou trecho da música, quando finalizava sua peça acusatória e então percebi que não estou tão errada assim. Brasileiros gostam tanto de samba, e por vezes nada ouvem, porque então não prestar atenção nas sábias palavras do Chico e pensar há quanto tempo os erros se repetem. O trecho citado aí está, seria bom ler e reler e quem sabe nas eleições que virão, possamos virar o disco, escolhendo melhor quem se sentará na cadeira que muda nosso mundo!
VAI PASSAR - CHICO BUARQUE
Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações(...)
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações(...)
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Ai que saudade!!!
Como explicar um sentimento que brota do seu peito e você não sabe de onde vem e quando se vai???
Sentir saudade de uma situação que não aconteceu, que gostaria que acontecesse e na sua cabeça toma uma dimensão que não consegue mais controlar... Sentir saudade de algo que não viveu, mas que você consegue sentir o cheiro, o gosto e imaginar cenários, situações... sentir saudade de um toque que não sentiu, arrepiar-se com ele e desejá-lo cada vez mais... sentir saudade de um lugar que ainda não visitou, mas que a brisa e o perfume ficaram em sua memória... sentir saudade de um beijo que não aconteceu, mas que faz você fechar os olhos e lembrar dele como se tivesse acontecido ontem... sentir saudade do olhar que não foi trocado ou do amor que não foi correspondido... sentir saudade da palavra que não foi pronunciada, mas que ecoa como um sino fazendo parte, recente, das suas lembranças... sentir saudade de tudo que poderia ter sido e não foi. Como explicar este sentimento?
Saudade!! Sentimento sentido, doído e não compreendido. Ele rasga seu coração, consome suas energias, desespera, machuca.
Escritores e poetas já falaram sobre o tema, mas acredito que ainda não foi exaurido e muitos ainda falarão. Acredito que a intensidade deste sentimento é capaz de despertar outros tantos. Chico Buarque magnificamente descreve a saudade em sua música "Pedaço de Mim" e até então, ainda não havia encontrado nada tão forte e que me dizia tanto, quanto a letra desta música. Recentemente, lendo "A ausência que seremos", de Héctor Abad, encontrei outra forma de descrever este sentimento que não posso deixar de compartilhar: " A felicidade é feita de uma substância tão leve que facilmente se dissolve na memória, e quando volta à lembrança vem junto com um sentimento meloso que a contamina e que eu sempre refuguei, por inútil, enjoativo e, em última instância, prejudicial para viver o presente: a saudade."
Depois do que foi dito por Héctor Abad sobre a saudade, não há necessidade de se dizer mais nada. Até, quem sabe, bater uma saudade... não sei de quem, de quê ou de onde...
Assinar:
Postagens (Atom)
