domingo, 14 de agosto de 2011

Presente...

Como deixar de registrar o explendor da lua desta noite?
Um presente da natureza, de Deus!
Ofereço este luar aos pais. Que a luz proporcionada por ele possa orientar nessa difícil missão de educar seus filhos.
Mesmo admirando todas as fases, todos os dias deveriam ser de lua cheia!!!

Haja repertório!!!!

Para quem mora em centros urbanos existem diferentes formas de se acordar. O trânsito é uma das mais comuns, pois além do barulho próprio dos carros, frenagens, buzinas, batidas, bombeiros, polícia, ambulâncias... nossa, são tantos!!! Temos ainda o movimento das pessoas, vozes, gritos... já perceberam que ouvimos, algumas vezes, ao longe, o barulho de fogos de artifício - sem nenhuma comemoração aparente?  E ainda os trabalhadores que exercem suas atividades nas ruas como os garis (sobre isto quero escrever depois, um texto particular), entre outros. Porém, acho que seja privilégio de poucos, temos os sons da natureza. Ela se manifesta de várias formas e dentre elas os seus habitantes mais graciosos e livres - os Pássaros! Hoje, domingo, acordei por volta das 6h da manhã com a algazarra deles. A movimentação era bem escandalosa para ser um domingo tão cedo. Não sei bem se eles comemoravam o dia dos pais, talvez, não sei se reclamavam a escassez dos alimentos devido o inverno ou se preparavam para o fim dele, pode ser ainda a secura de Brasília, que nos impõe um sacrifício extra em viver nesta linda cidade, com clima desértico. Provavelmente, reclamavam também do ar sujo e poluído que oferecemos a eles em troca da beleza que nos proporcionam... e, ainda, podiam reclamar a frequente movimentação dos pais saindo para encontrar o café da manhã...
todos podem ser motivos reais, mas o importante era mesmo ouvir tantos cantos, com entonações das notas que me pareceu lamento, felicidade, contentamento, fome e saudade. Nossa, como cantavam!!!
Acordei. Num primeiro momento, até fiquei meio chateada por estar acordando tão cedo, mas depois percebi que nem todos podem acordar com um coral tão especial e afinado. Presente divino, não sei... A única certeza que tenho é que sou privilegiada em ter como despertador "o canto de pássaros" naturalmente e não como uma gravação em qualquer eletrônico vendido por aí... sou obrigada a passar um domingo em paz e harmonia, pois assim o meu dia começou!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

"Envelhecimento com qualidade 2"

Voltando ao desabafo anterior... "Envelhecimento com qualidade" vários assuntos podem ser discutidos e observados, creio. Falando do tópico alimentação, nutrição. Realmente voltamos ao passado. Lembro-me de minha avó colhendo couve, maracujá, ervas diversas em sua horta particular. Os vizinhos compravam dela, pois era mais cômodo (não se discutia "saúde"). Lembro-me ainda, da minha mãe na feira, duas sacolas e um carregador menino (ainda não era exploração de menor- nem a sacola tentativa de proteger o meio ambiente - era a única possibilidade) escolhendo verduras, frutas, legumes, flores sem pressa, sem filas, provando e sem a menor preocupação com o envenenamento do que comprava. Lembro-me que quando tinha vontade de comer uma fruta qualquer não precisava de hora ou regra, ou mesmo, qual o tipo de fruta se A ou B... comia-se. E hoje??
Bem, a mídia, os nutricionistas, nutrólogos, ambientalistas e outros tantos "istas" nos aconselham... sempre com o argumento da velhice com qualidade, que devemos cuidar da nossa alimentação e, principalmente, da qualidade dela. Dia desses vi um "chef", famoso, dizendo que precisamos declarar nosso amor ao alimento no momento que o preparamos... "carne eu te amo" - já ouviram isto?? Sempre soube que cozinhar é um ato de amor. Ir para a cozinha com raiva, mágoa, doente (pelo menos penso e acredito nisto - e cozinho ) é péssimo. O que se faz não fica bom, é aquela história mesmo de energia. Creio que não seja necessário declarar amor ao alimento, embora devamos  respeitar o jeito dele, não é mesmo? Temos ainda as explicações dos nutricionistas e nutrólogos com a divisão das frutas, verduras, legumes em A e B. Não se come a fruta A em determinado horário, ou a fruta B. Pode comer uma grande quantia de tal legume e de outro muito pouco... (ciência, estudo, pesquisa - concordo? Será?) até bem pouco tempo comer vegetais era bom de qualquer maneira - claro, que havia alguns mitos, como comer manga com leite, etc). Temos ainda o problema do agrotóxico. Fiquei sabendo nesta semana que o mamão papaya é um dos alimentos que mais absorvem o tal do agrotóxico. Pimentão, tomate, morango também encabeçam a lista de alimentos envenenados. Certa vez, fazendo uma entrevista com um professor da Universidade Federal de Uberlândia para um programa da rádio em que trabalhava, ele me disse que a batata e a cenoura estavam super contaminadas. Legal agora é o "orgânico" - ou seja, a hortinha da vovó que seria o ideal. Inclusive já estão ensinando a plantar uma horta até mesmo em garrafas pet! Assim, protegemos a natureza e a nós mesmos não é? Também com o preço dos "orgânicos" não vejo outra possibilidade. Embora, uma outra vez, um nutricionista disse que é melhor comer vegetais com agrotóxico do que não comê-los. Fico perdida com tanta informação. Não sei se tenho medo ou se me cuido. Tem hora pra tudo, porção pra tudo, qualidade, quantidade, côr, tamanho, hora que foi plantado ou colhido, como é ou foi o armazenamento do alimento, quantas vezes foi e voltou, se congelou ou não - se descongelou ou não, o alimento é funcional ou não é... e por aí vai. Voltar ao passado parece ser mesmo a saída que encontramos para nos manter vivos. Quanto a envelhecer com qualidade... nem tanto, já que tantas preocupações e cuidados acabam nos estressando e nos deixando culpados por não cuidarmos bem de nós e de nossos filhos. Os nossos filhos já nos cobram um estilo de vida diferente e só não entendem que nossos salários continuam os mesmos. Neles não cabem tanta diferença, aliás, já disse anteriormente que estou começando na fase de escolha entre o plano de saúde e os remédios ou a alimentação adequada, o laser, a academia, os cursos, etc,etc.