sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Olhar olhando...

Aprendi quando pequena que os olhos dizem muito. Meu pai e, principalmente minha mãe, conversavam com os olhos e nós, meus irmãos e eu, sabíamos até onde chegar dependendo do olhar que nos era direcionado. Acho que todos concordam que existem formas e formas de olhar...
O olhar de desdém... ah, esse ninguém merece!! Quando percebo tenho vontade de chegar na pessoa e perguntar: fiz alguma coisa para me olhar assim? Mesmo sabendo que a pessoa não o olhou deliberadamente. Tem aquele que parece dizer: "Ei quem é você e o quê faz aqui", será porque existem pessoas que acreditam ser melhor que outras? Embora, confesso, dependendo da situação e da pessoa, passo uma olhada dessas,  rsrs...  Existe ainda o olhar furioso, o cansado, o desiludido, o desconfiado, e aquele que parece que a pessoa vai te engolir, não é mesmo? Assim, ela quer contar alguma coisa, mas ao invés de chamar e levar você para algum lugar onde pode dizer o desejado, não. Ela fica olhando e olhando... quase engole você e não diz o que é. E o olhar triste? Nossa! Esse dá vontade de ficar triste também, não é? Por vezes, melhor dizendo, sempre observo as pessoas que passam por mim. Sejam conhecidas ou não. Gosto de fazê-lo. Quando faço minha caminhada pela manhã, procuro reforçar esse hábito, pois acredito ser bastante útil observar quem nos cerca. E, nestas observações, encontro pessoas que logo pela manhã contam com os olhos suas infelicidades, angústias e tristezas. Tenho vontade de pedir a pessoa para desabafar e contar suas tristezas para vê-la melhor. Afinal, se você encontra uma pessoa logo cedo, com um olhar triste, certamente, ela precisa muito desabafar.  Podemos falar ainda do olhar perdido. Perdido para quem vê, pois aquele que tem o olhar perdido, provavelmente encontrou alguma coisa em algum lugar, não é?
São tantas as maneiras de olhar e tantas são as interpretações que poderia ficar aqui, descrevendo e traduzindo formas de linguagem ditas com os olhos quase que eternamente. Minha filha afirma que tenho um olhar que mata. Claro que não é sempre. Ela diz que é tão profundo que mete medo!!! Bem, a intensidade não é proposital, creio que acontece quando já estou no limite.
Agora, não podemos mesmo  é  deixar de falar do olhar que consegue penetrar sua alma... que você sente como se fosse a única pessoa do universo. Aquela olhada que nada é preciso ser dito. Basta. Tira o folêgo, faz com que tudo tenha sentido no mundo e que você sinta tudo que existe no mundo. Creio que todos já estiveram diante desse olhar a que me refiro. Ele acontece de uma forma inesperada mas que tira você do centro. Ele acontece. Inesperadamente, quando percebe acaba gostando e você corresponde. Dá aquela olhadinha rápida, como se dissesse: "não, só estou olhando porque você me olhou..." e depois, disfarça, vira e com o "rabinho do olho" olha novamente. Esta brincadeira cria uma expectativa absurda! A aproximação é desejada, mas a troca de olhares é tão prazerosa que, esquecemos do mundo e continuamos naquele jogo interminável. E quando existe essa cumplicidade no olhar tudo já está definido. É preciso chegar perto. Confirmar. Traduzir o que os olhos adiantaram e simplesmente partilhar as emoções vividas naqueles instantes primeiros.
Afinal, se foi cantado e dito em versos por poetas e músicos, o olhar deve ter seu lugar de destaque na linguagem humana. Cultivemos essa expressão.

domingo, 9 de outubro de 2011

De frente com o passado...

Um dia a menina que crescia livre, segura de si, valente e decidida olhou nos olhos de um homem feito e sentiu seu coração tremer. Aquele sentimento era novidade. Havia sentido muitos outros. Desafios constantes faziam parte de sua infância. Primeiramente, por disputar com a primogênita o espaço do coração e atenção do pai e depois, pela própria personalidade que era geniosa. Sempre encarou os desafios e por mais medo que sentia, não deixava transparecer e criou-se o estereótipo da menina louca, que nada temia. Entretanto, os olhares aos se cruzarem fizeram-na descobrir um sentimento novo, que não podia dominar. Ela conhecia o amor. E este sentimento vinha acompanhado de muitos obstáculos. Ora, ela era apenas uma menina. No auge de seus 11 anos, sua vida resumia-se a escola, brincadeiras e muitas teimosias. Ali, se deparara com alguma coisa que povoava sua cabeça todo o tempo.
Ele era um rapaz comum. De origem humilde, veio apenas como ajudante e sua passagem seria breve. Um homem nos seus 25 anos mais ou menos, era simplesmente impossível pensar em qualquer envolvimento com uma criança. Era proíbido. Mesmo assim, ficou difícil conter algo que viria do coração, de um sentimento nobre e profundo e que ficaria na classificação do platônico. Esta foi a única forma daquele amor acontecer. Distantes, cidades diferentes, correspondências trocadas sigilosamente, aquele amor cresceu e se fortaleceu.
Um dia, para a felicidade daquela menina soube da notícia da mudança dele para sua cidade. Seu coração não se conteve de tanta felicidade. Sabia que, mais próximos e com o tempo passando alguma coisa poderia acontecer, modificar-se. Ele veio e passou a frequentar sua casa e todo sábado, por volta das nove da manhã seu coração não cabia dentro do peito. Ele sempre chegava nesta hora. Para a menina era a hora mais feliz do mundo. Ali tudo era possível, tudo era doce e nada poderia amedrontá-la. Passavam o dia juntos e entre olhares trocavam juras de amor eterno. A certeza dos sentimentos de ambos era como ter certeza que o céu não sairia do lugar e que o mundo existia. Continuava proibido, mas a criatividade sempre os aproximava. Assistiam tv sentados próximos e com os braços cruzados pegavam um na mão do outro, com todo o segredo que cercam os apaixonados. Aquela era melhor sensação que esta menina poderia experimentar no mundo. Ele, quando se aproximava dela, o coração batia tão forte que sobre a camisa percebia-se o movimento descompassado daquele amor proibido. O tempo continuou passando, o sentimento absorvendo e a vontade de crescer da menina era imensa. Queria poder viver para sempre ao lado da pessoa que significava a vida pra ela.
Um dia aquela menina soube da notícia mais triste de sua vida. Todas as promessas escritas, trocadas nos olhares e confirmadas nos entrelaçados das mãos viraram pó quando soube do casamento dele com uma outra mulher. Outra nem tanto, pois ela ainda era uma criança. Naquele tempo era-se criança por mais tempo que hoje. Com a notícia, o mundo perdeu a côr. E a partir daí, prometeu odiá-lo enquanto vivesse. Para sua surpresa, quando voltou da sua lua-de-mel, encontraram-se ocasionalmente e ele disse nunca ter esquecido dela. Disse que ao chegar em casa, via seu rosto em todos os lugares inclusive no rosto daquela que havia escolhido para casar. Intimamente ela amou saber disto, porém declarou guerra e disse que jamais o perdoaria. Ele voltou a frequentar sua casa como antes do casamento. Todos os sábados, por volta das nove da manhã ele chegava e ali passava todo o dia. Sempre sozinho, só retornava ao lar por volta das seis da tarde. Aquele continuava sendo o dia mais feliz da menina que insistia em esconder tamanha felicidade. Na inocência da idade, fazia desenhos com figuras de  monstros, pintados de negro e fazia o pequeno irmão levar e entregar a ele. Ali dizia em letras garrafais e bem escuras que ele era o diabo e que o odiava. Por trás daqueles desenhos, ela gostaria mesmo de dizer o quanto ainda o amava e que faria tudo para que o casamento não tivesse ocorrido. Sabia que nada podia ser feito. Tinha guardado apenas as lembranças dos pequenos momentos de toques, um beijo roubado e muita saudade de algo que não havia vivido e não compreendia. A situação permaneceu anos a fio...
Um dia esta menina cresceu. Com ela o amadurecimento e sempre a presença daquele homem. Os sentimentos se misturavam agora, pois queria namorar, amar e casar também um dia. Sem muitas explicações, talvez por ter amado primeiramente um homem bem mais velho, sua preferência se confirmou e sempre encontrava encantamento em homens maduros e mais velhos que ela. Aquele homem enciumado, sem disfarces manifestava toda sua indignação e passava a criticar todos os seus relacionamentos. Não aceitava o fato de ter que dividi-la com outro já que não poderia mais oferecer exclusividade. Ele sempre com a frequência dos sábados e ela sempre na esperança de um dia tê-lo para sempre. O tempo passando, o amor permanecendo e o curso da vida desenhando os destinos sem que pudessem fazer muita coisa. Beijos roubados, juras interrompidas, certezas incertas.
Um dia ele decidido prometeu que iria se separar e viveria com ela. Combinaram de juntos ir a cidade natal dele e lá ela terminaria um romance com o homem que mais tarde tornaria seu marido. Talvez, a felicidade que seu coração sentia só havia acontecido quando ele pela primeira vez lhe roubara um beijo numa praça depois de um charminho que fizera colocando-a no colo. Com a esperança renovada, o dia daquele sim demorara demais. Foi sozinha para cidade, decidida ao rompimento mesmo sem a presença dele.
Naquele dia, um dia... o mundo simplesmente desapareceu. Recebera a notícia de que ele havia morrido. Ela não sabia que sentimento vinha primeiro. Parecia história de novela. Não acreditou naquilo e ficou suspensa, envolta às lembranças e promessas. Não quis aceitar o fato de mais uma vez não realizar seus planos. Não aceitava a recusa dele mais uma vez em não  levá-la . Procurou então guardar tudo. Como se seu coração possuísse uma gavetinha. Ali ela trancou tudo. Vez ou outra abria a gavetinha e revivia cada minutinho de amor e saudade.
Um dia, a gavetinha se abriu sozinha. Foi revisitada por ele em forma de presente, mas com a sensação de passado. Um irmão, conseguiu encontrá-la e começaram então a rememorar tudo que se passou. Até agora, não se encontraram, mas a possibilidade é bem consistente e acontecerá mais dia menos dia. Essa menina hoje mulher, viu a gavetinha aberta e agora acredita que é chegada a hora de fechá-la definitivamente. Não será um adeus, pois um amor assim jamais cairá no esquecimento. Ela simplesmente acredita que conseguirá perdoá-lo por mais uma promessa quebrada, e que naquele momento, a escolha não fora dele e que aonde quer que esteja sabe que ainda viverão a história começada e não acabada. Ela precisa ficar diante desta história para transformá-la numa história e não num passado mau resolvido.
Um dia, quando esse reencontro acontecer,  ela conseguirá colocar um ponto final, finalmente!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

...de um povo heróico o brado retumbante...

É incrível como os brasileiros são apegados ao futebol (não me incluo nesta afirmação, pois não sou torcedora) e, especificamente, na seleção brasileira. O jogo desta quarta-feira - 28/09 mostrou o lado mais patriota e emocionante dos presentes, poucas vezes visto em nosso país. A manifestação de apreço, admiração e respeito pela pátria ao entoarem em uníssono o hino nacional trouxe a certeza de que unidos podemos mais.
Por que não nos unirmos assim contra a corrupção, os desmandos e a violência aos quais estamos submetidos diariamente? Por que em uma só voz não exigimos para  estes "homens públicos" que aí estão, a responsabilidade dos crimes que cometem contra a administração pública, contra nosso dinheiro e contra nossos direitos? Por que admitimos a complacência do judiciário, a morosidade das leis, ou melhor, do cumprimento delas? Por que aceitamos com tanta facilidade as desculpas que  esses homens públicos nos oferecem quando negligenciam os atendimentos mais básicos como saneamento, educação e saúde? Por que não cantamos em uma única voz nos movimentos que, começam a surgir contra a corrupção, contra os interesses escusos da grande maioria dos parlamentares que lotam as assembleias, palácios e congresso?
É contraditório assistir os inúmeros "replays" da torcida cantando entusiasticamente o hino e, em seguida, ouvir o repórter do mesmo jornal narrar a saga de um cidadão percorrendo hospitais sem atendimento a caminho do óbito. É contraditório ouvir os repórteres entusiasticamente elogiando o trabalho da equipe e, em seguida com a voz perfeitamente natural,  noticiar que bairros, prédios e cidadãos brasileiros podem explodir a qualquer momento, por causa do gás que vem do subsolo de aterros sanitários que foram menosprezados pelas construtoras e seus engenheiros sem o menor cuidado (apostando, claro, na impunidade e certeza de que nada aconteceria a eles) e, pior ainda, sabendo da besteira feita, continuam de braços cruzados. É contraditório ver a notícia de que o Presidente do STF pediu explicações a uma promotora por suas declarações sobre os juízes corruptos e, em seguida tomar conhecimento de que o TSE (órgão máximo no que diz respeito ao processo eleitoral) aprovar a criação de um partido que nasceu das assinaturas de eleitores já mortos e outros tantos que tiveram suas assinaturas falsificadas.
"Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte."
Precisamos começar a honrar a letra desse hino!!!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Até Quando?!

Todos os dias me pergunto: vou morrer tendo que lutar pelos meus direitos, sempre? Direitos básicos, que deveriam ser respeitados, mas que não são de forma alguma. Estou cansando desta batalha diária. Embora não queira deixar meu descrédito de herança para minha filha, começo a acreditar que as pessoas estão ultrapassando todos os limites do bom senso, da honra, dos valores morais.
Precisei entrar na justiça contra uma determinada empresa que é intermediária na contratação de planos de saúde. Preciso reclamar minha conta telefônica, o serviço que não foi prestado com eficiência, preciso reclamar, reclamar, brigar, brigar... até quando?! Hoje mais uma vez me senti usurpada do meu direito por uma cobrança indevida, que vem de pessoas, que em tese, possuem orientação jurídica. Sabem que praticam a ilegalidade, no entanto, a praticam como se nada estivesse acontecendo.
Quando Legião Urbana cantou "Que país é este?" não falou só como desabafo de menino rebelde. Falou de tudo que passamos, nosso cotidiano desrespeitado, nossa cidadania roubada. Como acreditar no país do futuro, da copa, do desenvolvimento, se as pessoas não procuram mudar esta história? Como pretender um governo sério, sem corrupção, cumpridor de seus deveres, se as pessoas que habitam este país são as primeiras a não cumpri-los?
Participei da marcha contra a corrupção no dia 7 de setembro. Fiquei orgulhosa de ser acompanhada por minha filha. Entretanto, todas as vezes que preciso me indispor com alguém, com alguma empresa, tentando mostrar que fiz tudo certo, que meu direito é meu e de mais ninguém, volto a me questionar se valeu tudo que ensinei e continuo ensinando a ela. Se naquele dia, as pessoas que ali pediam por um país sério se incluiam nos deveres de fazer um país sério. Se o sol, a sede, o cansanço resultaram na mudança interna daqueles que ali estavam e que  construirão um país de verdade, sem as exceções e os "jeitinhos" que expropriam nossa dignidade? Será que vou presenciar a educação de um neto ou sobrinho-neto lendo nos livros de história (nos livros talvez não, mas nos tablets, nets, laps...) que estas coisas aconteram e não mais acontecem? Em minhas lembranças estarei orgulhosa de mim e dos meus atos, consciente que tudo foi bem questionado e merecido. A sensação de vazio foi dissipada pelo tempo e que os cidadãos merecem o título pelo seu esforço e dignidade. Que não haverá corrupção nas primeiras páginas dos jornais, mas numa nota, bem escondida, como de fato deve ser devido a carga vergonhosa que tal notícia traz. Pois corromper e ser corrompido não deveria ser destaque na mídia. Que a mãe quando enviar seus filhos para a escola, terá a certeza que eles receberão uma educação de qualidade, sua merenda como deve ser e o professor com o orgulho de ser o iniciador de uma vida de prosperidade. Que doentes receberão por parte dos profissionais de saúde e do governo o tratamento devido, sem favor, sem caridade e sim com o respeito assegurado. Que nossos policiais serão vistos como aliados e não com medo. Que a fome será saciada com o suor do trabalho, e não com a misericórdia do particular ou do governante. E assim, ficaria aqui, listando inúmeros sonhos que gostaria de ver realizados. Sonhos palpáveis. Sonhos transformados em realidade. Hoje mesmo disse a uma pessoa que bastavam honrar os juramentos feitos nas Universidades quando formados que, provavelmente, o nosso país fosse melhor.
Espero, sinceramente, não desistir.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Explicações...

Estou afastada, e há um tempinho não escrevo nada. As circunstâncias quebraram meu rítmo. Há duas semanas não tenho sôssego. Todos os dias tenho que matar um leão!!! Sinceramente, espero continuar as postagens neste fim de semana...
É mesmo só para explicar meu sumiço. Estarei de volta. Em breve.

domingo, 14 de agosto de 2011

Presente...

Como deixar de registrar o explendor da lua desta noite?
Um presente da natureza, de Deus!
Ofereço este luar aos pais. Que a luz proporcionada por ele possa orientar nessa difícil missão de educar seus filhos.
Mesmo admirando todas as fases, todos os dias deveriam ser de lua cheia!!!

Haja repertório!!!!

Para quem mora em centros urbanos existem diferentes formas de se acordar. O trânsito é uma das mais comuns, pois além do barulho próprio dos carros, frenagens, buzinas, batidas, bombeiros, polícia, ambulâncias... nossa, são tantos!!! Temos ainda o movimento das pessoas, vozes, gritos... já perceberam que ouvimos, algumas vezes, ao longe, o barulho de fogos de artifício - sem nenhuma comemoração aparente?  E ainda os trabalhadores que exercem suas atividades nas ruas como os garis (sobre isto quero escrever depois, um texto particular), entre outros. Porém, acho que seja privilégio de poucos, temos os sons da natureza. Ela se manifesta de várias formas e dentre elas os seus habitantes mais graciosos e livres - os Pássaros! Hoje, domingo, acordei por volta das 6h da manhã com a algazarra deles. A movimentação era bem escandalosa para ser um domingo tão cedo. Não sei bem se eles comemoravam o dia dos pais, talvez, não sei se reclamavam a escassez dos alimentos devido o inverno ou se preparavam para o fim dele, pode ser ainda a secura de Brasília, que nos impõe um sacrifício extra em viver nesta linda cidade, com clima desértico. Provavelmente, reclamavam também do ar sujo e poluído que oferecemos a eles em troca da beleza que nos proporcionam... e, ainda, podiam reclamar a frequente movimentação dos pais saindo para encontrar o café da manhã...
todos podem ser motivos reais, mas o importante era mesmo ouvir tantos cantos, com entonações das notas que me pareceu lamento, felicidade, contentamento, fome e saudade. Nossa, como cantavam!!!
Acordei. Num primeiro momento, até fiquei meio chateada por estar acordando tão cedo, mas depois percebi que nem todos podem acordar com um coral tão especial e afinado. Presente divino, não sei... A única certeza que tenho é que sou privilegiada em ter como despertador "o canto de pássaros" naturalmente e não como uma gravação em qualquer eletrônico vendido por aí... sou obrigada a passar um domingo em paz e harmonia, pois assim o meu dia começou!!