quinta-feira, 4 de agosto de 2011

"Envelhecimento com qualidade 2"

Voltando ao desabafo anterior... "Envelhecimento com qualidade" vários assuntos podem ser discutidos e observados, creio. Falando do tópico alimentação, nutrição. Realmente voltamos ao passado. Lembro-me de minha avó colhendo couve, maracujá, ervas diversas em sua horta particular. Os vizinhos compravam dela, pois era mais cômodo (não se discutia "saúde"). Lembro-me ainda, da minha mãe na feira, duas sacolas e um carregador menino (ainda não era exploração de menor- nem a sacola tentativa de proteger o meio ambiente - era a única possibilidade) escolhendo verduras, frutas, legumes, flores sem pressa, sem filas, provando e sem a menor preocupação com o envenenamento do que comprava. Lembro-me que quando tinha vontade de comer uma fruta qualquer não precisava de hora ou regra, ou mesmo, qual o tipo de fruta se A ou B... comia-se. E hoje??
Bem, a mídia, os nutricionistas, nutrólogos, ambientalistas e outros tantos "istas" nos aconselham... sempre com o argumento da velhice com qualidade, que devemos cuidar da nossa alimentação e, principalmente, da qualidade dela. Dia desses vi um "chef", famoso, dizendo que precisamos declarar nosso amor ao alimento no momento que o preparamos... "carne eu te amo" - já ouviram isto?? Sempre soube que cozinhar é um ato de amor. Ir para a cozinha com raiva, mágoa, doente (pelo menos penso e acredito nisto - e cozinho ) é péssimo. O que se faz não fica bom, é aquela história mesmo de energia. Creio que não seja necessário declarar amor ao alimento, embora devamos  respeitar o jeito dele, não é mesmo? Temos ainda as explicações dos nutricionistas e nutrólogos com a divisão das frutas, verduras, legumes em A e B. Não se come a fruta A em determinado horário, ou a fruta B. Pode comer uma grande quantia de tal legume e de outro muito pouco... (ciência, estudo, pesquisa - concordo? Será?) até bem pouco tempo comer vegetais era bom de qualquer maneira - claro, que havia alguns mitos, como comer manga com leite, etc). Temos ainda o problema do agrotóxico. Fiquei sabendo nesta semana que o mamão papaya é um dos alimentos que mais absorvem o tal do agrotóxico. Pimentão, tomate, morango também encabeçam a lista de alimentos envenenados. Certa vez, fazendo uma entrevista com um professor da Universidade Federal de Uberlândia para um programa da rádio em que trabalhava, ele me disse que a batata e a cenoura estavam super contaminadas. Legal agora é o "orgânico" - ou seja, a hortinha da vovó que seria o ideal. Inclusive já estão ensinando a plantar uma horta até mesmo em garrafas pet! Assim, protegemos a natureza e a nós mesmos não é? Também com o preço dos "orgânicos" não vejo outra possibilidade. Embora, uma outra vez, um nutricionista disse que é melhor comer vegetais com agrotóxico do que não comê-los. Fico perdida com tanta informação. Não sei se tenho medo ou se me cuido. Tem hora pra tudo, porção pra tudo, qualidade, quantidade, côr, tamanho, hora que foi plantado ou colhido, como é ou foi o armazenamento do alimento, quantas vezes foi e voltou, se congelou ou não - se descongelou ou não, o alimento é funcional ou não é... e por aí vai. Voltar ao passado parece ser mesmo a saída que encontramos para nos manter vivos. Quanto a envelhecer com qualidade... nem tanto, já que tantas preocupações e cuidados acabam nos estressando e nos deixando culpados por não cuidarmos bem de nós e de nossos filhos. Os nossos filhos já nos cobram um estilo de vida diferente e só não entendem que nossos salários continuam os mesmos. Neles não cabem tanta diferença, aliás, já disse anteriormente que estou começando na fase de escolha entre o plano de saúde e os remédios ou a alimentação adequada, o laser, a academia, os cursos, etc,etc.

Um comentário:

Wellington disse...

Alguém também já não disse que temos que falar que amamos uma plantinha, só para que ela cresça mais rápido e feliz? Agora, também "amando" a carne, o ciclo se completa. Filé com salada! kkkk

Continue assim.